PCP vai apresentar moção de rejeição do programa do Governo
Legislativas
20 de mai. de 2025, 17:54
— Lusa/AO Online
“Não
podemos ficar à espera e temos de fazer tudo o que está ao nosso
alcance para travar o desmantelamento do SNS, o assalto à Segurança
Social, às alterações laborais, o processo de privatizações que está em
curso. E a primeira iniciativa para travar isso é a apresentação de uma
moção de rejeição ao programa do Governo”, anunciou Paulo Raimundo em
conferência de imprensa na sede nacional do PCP, em Lisboa, após uma
reunião do Comité Central do partido.Antecipando
eventuais críticas sobre a apresentação de uma moção de rejeição de um
programa de Governo que ainda não se conhece, Paulo Raimundo disse que
todos conhecem “qual é a agenda, o que é que se perspetiva”.“E
conhecemos uma outra coisa: conhecemos bem a unidade que existe entre o
conjunto das forças mais votadas na Assembleia da República sobre cada
uma destas matérias. E, portanto, connosco é, de forma clara, do
princípio, um sinal claro de combate à política, às consequências na
vida das pessoas e do país”, frisou.Paulo
Raimundo reforçou que o PCP “fará tudo” para travar, “quer do ponto de
vista institucional, quer do ponto de vista de ação diária e do
combate”, o “programa e a agenda reacionária” que considerou ser a do
Governo.Interrogado porque é que o PCP
decidiu avançar com uma moção de rejeição que, à partida, deverá ser
chumbada, Paulo Raimundo considerou que “terá um grande significado
político, de condenação à política que o Governo quer apresentar”.“E
terá outro significado importantíssimo: é que nós vamos dar combate ao
Governo e à sua política, ao projeto e à agenda reacionária da direita
em todas as frentes, na frente institucional e em todas as frentes de
luta”, reiterou. Para o secretário-geral
do PCP, a moção de rejeição é um “sinal importante para aqueles que não
desistem, para aqueles que, com coragem, vão enfrentar esta política”.“Portanto,
[a moção de rejeição] é uma tripla: vale pelo ato em si, pela
condenação, e pelo que abre de esperança. Nós também não temos grande
ilusões, mas não há nada que negue à partida uma moção que ainda se
desconhece”, disse.