PCP reitera oposição ao prolongamento do estado de emergência
Covid-19
18 de nov. de 2020, 18:45
— Lusa/AO Online
“O
estado de emergência acabou por prevalecer sem resolver o problema.
Antes pelo contrário. Os portugueses têm de perceber, tem de ser
explicado, as medidas, o alcance, as consequências... As pessoas têm
esta aflição, não entendem as medidas e veem os seus problemas a
agravar-se quotidianamente”, disse Jerónimo de Sousa, após uma audiência
com o Presidente da República, no Palácio de Belém, em Lisboa.O
secretário-geral comunista defendeu que não se pode “subestimar a
situação” e que “são precisas medidas de proteção sanitária e que
garantam o combate à epidemia através do reforço do Serviço Nacional de
Saúde, que está num momento crítico”.“Demonstrou-se
a razão que tínhamos em votar contra essas medidas porque é pela via da
proibição, da limitação, que se tentam aplicar, com todos os efeitos
que têm, particularmente num outra dimensão – as consequências para
centenas de milhares de trabalhadores que estão a perder o emprego, com
salário cortado, milhares de micro, pequenas e médias empresas em
situação dramática”, criticou.Jerónimo de
Sousa chamou à atenção para os efeitos nefastos em áreas de atividade
económica como “restauração, setor da cultura e eventos e algumas
indústrias”.O líder comunista foi
acompanhado pelo líder parlamentar, João Oliveira, na audiência pelo
chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, que está a ouvir os nove
partidos com assento parlamentar desde terça-feira sobre a pandemia de
covid-19, o estado de emergência e o Orçamento do Estado para 2021.