PCP quer ouvir Paulo Macedo no parlamento sobre diminuição de serviços bancários da CGD no país
25 de out. de 2024, 12:45
— Lusa/AO Online
No requerimento, dirigido
ao presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração
Pública, o deputado Filipe Neto Brandão, a bancada comunista escreve que
a Caixa Geral de Depósitos “tem estado sujeita a uma gestão
estritamente orientada para a redução de custos e para a maximização dos
resultados, em linha com os desenvolvimentos do seu plano de
recapitalização imposto pela Comissão Europeia e prontamente aceite pelo
Governo português de então”.Os deputados
do PCP salientam que a Caixa Geral de Depósitos “é a única instituição
bancária de capitais exclusivamente públicos, o que lhe atribui um papel
central no funcionamento do sistema financeiro, na defesa do interesse
nacional e no serviço às populações”.A
bancada comunista realça que “ao mesmo tempo, o acesso a serviços
bancários é cada vez mais determinante na realização de tarefas
quotidianas, constituindo uma verdadeira necessidade, não apenas para o
funcionamento da economia em geral, mas para a realização de pagamentos
de serviços e para levantamentos em numerário, ao nível particular”.Na
exposição de motivos lê-se ainda que “a crescente automação do setor
penaliza os trabalhadores e os utentes da CGD, na medida em que sujeita
milhares de trabalhadores à relocalização e à diminuição do número de
postos de trabalho, enquanto deixa cada vez mais utentes sem acesso a um
balcão e serviços associados”.“As
recentes notícias que dão nota da minimização de serviços num conjunto
de balcões do interior do país e das ilhas suscitam as maiores
preocupações junto dos trabalhadores da instituição e dos autarcas e
populações visadas. De acordo com essas notícias, a gestão da CGD
prepara uma diminuição de serviços, nomeadamente de tesouraria, e a
automação de serviços antes prestados pessoalmente nos balcões num vasto
conjunto de localidades já penalizadas pela sua condição geográfica”,
lê-se no texto.Os deputados comunistas
alertam que “é precisamente nestas geografias que se sente mais o peso
do envelhecimento da população e da falta de informação sobre utilização
de meios informatizados”, sendo o acesso à CGD determinante para a
realização de pagamentos e levantamentos por parte das populações.“Assim,
tendo em conta que a CGD deve comportar um elemento de serviço público,
não pode retirar-se dos locais em que faz mais falta, nem criar esse
espaço para a privatização ou extinção de mais serviços no interior e
ilhas”, considera o PCP.