PCP pede urgência em solução para mercadorias e bens nas Flores
29 de out. de 2019, 15:36
— Lusa/AO Online
"Os empresários e
comerciantes florentinos estão muito próximo de rutura de 'stocks'. Há
comerciantes e empresários que ainda não receberam quaisquer mercadorias
suas que estavam agendadas para chegar às Flores no antigo barco
regular na semana" do furacão, afirma o parlamentar comunista, em nota
de imprensa.A representação parlamentar do
PCP, prossegue o texto, "exige que o Governo Regional encontre com
urgência uma solução para o abastecimento de mercadorias e bens para a
ilha das Flores".E prossegue: "É
necessário um barco que transporte 40 a 50 contentores para as Flores. A
economia da ilha das Flores não aguentará por muito mais tempo se não
tiver meio de receber mercadorias e bens para venda local, bem como os
agricultores que continuam impossibilitados de exportar as mil cabeças
de gado vivo que está pronto para sair das Flores".No
caso da outra ilha do grupo ocidental dos Açores, o Corvo, tem sido o
deputado do PPM, Paulo Estêvão, a dizer que o abastecimento da ilha "não
está a funcionar corretamente e isso acarreta riscos para a toda a
população"."A ilha está submetida a fortes
condicionamentos ao nível do abastecimento marítimo de bens e, tal como
as Flores, impera no Corvo um regime de racionamento de combustível.
Não chegou qualquer abastecimento de produtos congelados desde o início
do mês - e a dependência da ilha do Corvo é muito grande a este nível -,
não chegaram materiais para a construção civil, que já se debate com
graves dificuldades, e existem fortes restrições ao nível de todas as
outras mercadorias", alertou o deputado recentemente em nota de
imprensa.Durante a passagem do "Lorenzo"
pelos Açores, a 2 de outubro, foram registadas 255 ocorrências e 53
pessoas tiveram de ser realojadas.A
passagem do furacão causou a destruição total do porto das Lajes das
Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, segundo o Governo Regional dos Açores.