PCP não quer olhar a rostos e pede novas políticas na área da saúde
Demissão Marta Temido
30 de ago. de 2022, 12:40
— Lusa/AO Online
Em conferência de imprensa, nos Passos
Perdidos da Assembleia da República, a líder parlamentar comunista,
Paula Santos, sustentou que a demissão de Marta Temido revela “a
necessidade de uma outra política na área da saúde”.“A
questão que se coloca neste momento é se o Governo vai ou não avançar
com as soluções que são fundamentais para salvar o SNS, se vai ou não
avançar no sentido da valorização das carreiras e das remunerações dos
trabalhadores da saúde” e com a um regime de dedicação exclusiva,
sublinhou a deputada.Paula Santos rejeitou
responder se o PCP esperava a demissão da governante, face aos
problemas apontados nos últimos meses ao SNS: “Mais do que as pessoas ou
os rostos do Governo, aquilo que é importante – e que é a questão
fundamental que o PCP coloca – é a necessidade de avaliação das
políticas [encetadas].”A demissão de Marta
Temido ocorreu na madrugada de hoje e para a líder da bancada e membro
da Comissão Política do Comité Central do PCP “tem de ser olhada e
apreciada” na ótica das políticas. Para o partido este é único ponto que
interessa, argumentou.Interpelada sobre a
intenção do primeiro-ministro, António Costa, de manter a ministra até à
nomeação da nova direção executivo do SNS, Paula Santos preferiu dizer
que o Estatuto do SNS – aprovado no início de julho – não responde às
necessidades no setor.A demissão da
ministra da Saúde Marta Temido, anunciada hoje de madrugada, constitui a
primeira baixa de 'peso' no XXIII Governo Constitucional, que está em
funções há cinco meses. Marta Temido apresentou a demissão por entender que “deixou de ter condições” para exercer o cargo.A
demissão, já aceite pelo primeiro-ministro, foi noticiada de madrugada,
mas hoje de manhã fonte oficial do gabinete de António Costa disse à
Lusa que a substituição da ministra da Saúde "não será rápida",
adiantando que o chefe do Governo gostaria que fosse esta governante a
concluir o processo de definição da nova direção executiva do SNS.Marta
Temido iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018,
sucedendo a Adalberto Campos Fernandes, e foi ministra durante os três
últimos três executivos, liderados pelo socialista António Costa.