PCP exige ao Governo que acabe com "remendos" nas polícias e adote medidas estruturais
27 de jul. de 2022, 11:09
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o PCP considerou que o Governo “optou por medidas
paliativas e dilatórias sem medir tudo o que envolve determinadas
opções”, considerando que colocar esquadras móveis em zonas mais
turísticas não resolve o problema.“Essa
'solução' assente em postos móveis visa não só disfarçar a falta de
efetivos como acabar com uma polícia de proximidade e criar
super-esquadras”, advertiu o PCP.Quanto às
medidas anunciadas pelo ministro da Administração Interna (MAI) para
libertar os polícias de trabalho administrativo visando o reforço do
patrulhamento nas ruas, o PCP alertou que esse tipo de trabalho “não é
um mero aspeto burocrático, como o MAI sabe ou deveria saber”. “É
absurdo considerar que tal trabalho, pela sua natureza, possa ser
passível de ser transferido para Juntas de Freguesia ou outros órgãos
autárquicos”, considerou o PCP.O partido
sustentou que “urge pôr fim a uma política de remendos e começar a
responder com medidas de natureza estrutural e abandonar a política do
malabarismo e da ilusão e adotar medidas que respondam de facto aos
problemas da Segurança Interna”.O PCP
reclamou medidas de “valorização e dignificação das carreiras, bem como
no plano salarial, subsídio de risco e outros apoios sociais”, para
garantir “condições de atratividade”. O
ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, prometeu na
passada segunda-feira mais polícias nas ruas, e defendeu que há um
conjunto de participações realizadas nas esquadras que podem ser feitas
em outras estruturas, como lojas do cidadão ou juntas de freguesia.Na
sequência do encerramento parcial do atendimento na esquadra do
Infante, no Porto, devido à “baixa afluência”, o ministro disse que a
polícia do Porto testará, no sábado, um modelo de unidades móveis de
atendimento. "Iremos encetar essa
experiência no próximo dia 30 de julho, sábado, pelas 12 horas, e
queremos que essas unidades móveis de atendimento se desloquem nos
locais onde há maior afluxo de turismo", disse o ministro.