PCP defende que solução é testar e vacinar

6 de mai. de 2021, 09:46 — Paula Gouveia

O partido considera que as medidas que o governo regional têm adotado “não têm em conta a nossa realidade”, e critica que o executivo tente “acusar outros das falhas que só são suas”.Para o PCP, “ao contrário do que tem sido afirmado pelo Governo Regional, as medidas tomadas não estão a surtir efeito. A razão é simples: são decididas longe do terreno e não são adequadas aos Açores”, sustentam os comunistas, em comunicado.“São precisas novas soluções”, defende, salientando que “definir medidas e impor confinamento, com base em critérios estritamente epidemiológicos, tem-se mostrado ineficaz”. Por essa razão, defende o PCP, “o que faz falta é tomar as medidas necessárias para que o desconfinamento se faça em segurança”, ou seja, “a solução no combate à Covid-19 passa pela vacinação rápida de todos, pela testagem massiva e pelo rastreio de todos os novos casos”. Para isso, diz ainda o PCP, “a Região tem de assegurar a diversificação da aquisição de vacinas já referenciadas pela OMS e recrutar os profissionais de saúde que são necessários”.  E “a Assembleia Regional pode e deve exigir, junto da República, o fim das patentes das vacinas e a aquisição de vacinas a quem pode vendê-las”, acrescentam os comunistas no comunicado.  “Não é possível ocultar a rejeição crescente pelas medidas restritivas. O efeito nas populações, nos trabalhadores e nos micro, pequenos e microempresários mostra bem a situação dramática que estes vivem, resultado da ausência de medidas adequadas à nossa realidade social e económica”, sustenta o PCP. “Estigmatizar populações, como aconteceu com a georreferenciação de casas, insinuar que as novas infeções resultam do incumprimento de medidas, quando a esmagadora maioria as cumpre, culpar outros pelos erros no processo de vacinação e afirmar que a comunicação social não contribui para o combate à pandemia, quando esta apenas apresenta a realidade que se vive, são provas de que é preciso repensar a estratégia seguida”, afirma ainda o PCP.