PCP condena empenho do Governo português na adesão à NATO de Finlândia e Suécia
Ucrânia
17 de mai. de 2022, 12:07
— Lusa/AO Online
“O PCP
deplora o explícito empenho do Governo português neste novo alargamento
da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e na escalada da
confrontação, uma clara expressão de submissão aos interesses dos
Estados Unidos da América (EUA)”, sustentou o PCP num comunicado.O
partido advoga que desde a integração de Portugal na NATO, em julho de
1949, a aliança foi utilizada para “dar suporte à ditadura fascista” e
fez “soar ameaças à jovem democracia portuguesa” durante o 25 de Abril.“O
anunciado alargamento da NATO à Finlândia e à Suécia não só não traz
segurança, como representa um sério agravamento da tensão na Europa e no
plano internacional”, acrescenta o PCP.A
concretizar-se, a adesão de Helsínquia e Estocolmo representará um
“salto qualitativo” na presença do “bloco político-militar junto às
fronteiras da Federação Russa, um dos fatores que está na origem do
agravamento da situação na Europa e da atual guerra na Ucrânia”,
garantem os comunistas.O PCP considera que
a adesão dos dois países nórdicos à Organização do Tratado do Atlântico
Norte é feita de uma maneira “precipitada e evitando que os povos
desses países se possam pronunciar sobre uma decisão com tão
inquietantes consequências para os próprios” e para os restantes países
europeus.O partido acusa também a NATO de
promover “forças hostis” contra a Rússia, “incluindo forças abertamente
fascistas que idolatram colaboracionistas com os nazis durante a II
Guerra Mundial”.