PCP apelo ao Governo para travar aumento das rendas e despejos de famílias
17 de ago. de 2022, 12:16
— Lusa/AO Online
“Mais do
que a repetição de promessas sempre incumpridas que adiam a reposta a um
problema que atinge milhares de famílias (…), urge enfrentar os
interesses dominantes no mercado habitacional com a assunção pelo
Governo das medidas e investimentos que asseguram o direito a uma
habitação condigna”, sustentou o dirigente comunista João Dias Coelho,
em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.A
situação de “crescente especulação, a acumulação de lucros e a
crescente inflação” exigem com “maior premência” uma intervenção do
Governo para “travar a atualização do valor das rendas e para garantir a
redução geral dos spreads bancários”.A
direção comunista pediu ao Governo socialista para impedir a denúncia
dos contratos de arrendamento nas casas que sejam morada de família e
suspender as hipotecas sobre imóveis que sejam habitação própria.As quatro propostas enunciadas são, na ótica do partido, “medidas inadiáveis a adotar”.O
PCP avançou na legislatura anterior e já no decorrer desta com
projetos-lei na Assembleia da República com o objetivo de concretizar
estas ideias, mas os diplomas acabaram todos por ser chumbados.“Lisboa
é a terceira cidade mais cara do mundo para se viver. Um estudo recente
revela que, para um valor de salário médio em Lisboa de 1037 euros, o
valor médio de arrendamento de um T3 é 1.625 euros, tornando assim
incomportável o acesso à habitação para a maioria da população”,
acrescentou João Dias Coelho.Este aumento
dos preços das rendas assente na “dinâmica especulativa”, entende o PCP,
é agravado por uma “política de baixos salários e da precariedade
laboral”.