PCP admite todos os cenários, mas promete propor melhorias “até ao fim”
OE2021
13 de nov. de 2020, 11:27
— Lusa/AO Online
“Não dizemos ‘não por que não’,
nem “sim pelo sim. Será em conformidade com os conteúdos concretos
daquilo que sofreu evolução positiva ou negativa que votaremos” o
Orçamento, afirmou Jerónimo de Sousa numa entrevista à rádio Observador.A
pouco mais de uma semana de começarem as votações na especialidade, em
que se ficará a saber o que a maioria PS aceitará das mais de 150
propostas apresentadas pelo PCP, Jerónimo de Sousa deixa todos os
cenários em aberto, incluindo o “chumbo”. “Nenhuma hipótese está excluída”, disse, repetindo afirmações anteriores, suas e do líder parlamentar, João Oliveira.Apesar
disso, o secretário-geral dos comunistas conduziu as respostas às
perguntas feitas pelos jornalistas para um eventual cenário de
entendimento, repetindo, por três vezes, aquilo que tinha dito no início
do processo orçamental, ou seja, que o PCP “não desiste da luta antes
de a travar”.Nas contas de Jerónimo de
Sousa, a eventual viabilização, pela parte do seu partido, do Orçamento
do Estado depende do “deve e haver” entre as medidas propostas pela
bancada comunista forem consideradas pelo Governo e respostas como o
reforço do investimento no Serviço Nacional de Saúde, serviços públicos
ou a defesa de direitos e salários.“Da nossa porta vai ser até ao fim que elas [as propostas] serão colocadas”, disse.O “exercício é claro”, segundo explicou em três frases.“Vamos
travar o combate, temos uma proposta [de OE2021] que não serve”, por
não “responder aos problemas” do país, agravados pela crise da pandemia,
argumentou.O será o “produto” ou
resultado final da proposta do Governo que ditará o voto do partido,
“determinado não por arranjos políticos de circunstância, mas sempre
pelos conteúdos”, concluiu.