PCP/Açores reafirma defesa de plano que salvaguarde a companhia aérea SATA
Hoje 16:29
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a
Direção Regional do PCP/Açores (DORAA) volta a defender “que o futuro da
região passa pela implementação de um plano que salvaguarde a SATA e o
serviço que presta”.Para o partido, caso a
privatização da companhia aérea açoriana “não seja travada”, as
consequências “revelar-se-ão profundamente negativas, tanto no plano
social como no económico”.O PCP/Açores
garante que “continuará a lutar por uma SATA pública e pela rutura com a
política de direita que afunda a região e não serve os interesses dos
açorianos”.A posição dos comunistas é
assumida após se saber que a SATA tem de reembolsar três milhões de
euros por falhar a privatização da Azores Airlines, que deveria ter sido
concluída em 2025 e cujo prazo foi prorrogado pela Comissão Europeia
até final de 2026.Em junho de 2022, a
Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à
reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em
empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como uma
reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma participação de
controlo (51%).“A notícia recentemente
divulgada por diversos órgãos de comunicação social vem confirmar as
preocupações que o PCP/Açores tem vindo a expressar desde 2022, aquando
do anúncio do ‘apoio’ da União Europeia à SATA, condicionado à sua
‘reestruturação’”, lê-se na nota da DORAA.Acrescenta
que se torna “agora mais evidente a razão da falta de transparência que
marcou todo este processo” por parte do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM).“À medida que se conhecem
novos contornos da privatização da companhia, confirma-se o propósito
de uma reestruturação orientada para servir interesses privados,
colocando em causa não só os postos de trabalho, mas também o direito à
mobilidade dos açorianos”, salienta.Para
os comunistas açorianos, “o proclamado ‘rigor e transparência’ da
coligação PSD, CDS, PPM já representa, para a região, um encargo de três
milhões de euros - e isto sem considerar o desfecho da venda da Azores
Airlines”.Acrescenta que, neste momento,
colocam-se dois cenários: “ou o consórcio é compensado para assumir a
companhia, com o Governo Regional a aceitar as condições impostas, ou a
operação falha e o consórcio poderá ainda vir a reclamar uma
indemnização avultada”.“Em qualquer dos casos, trata-se de desfechos ruinosos para a região”, afirma o PCP.A
Comissão Europeia obrigou a SATA a devolver três milhões de euros por
não considerar como “fatores externos” os motivos apresentados para o
adiamento da privatização da Azores Airlines, decisão comunicada a 23
de dezembro.