PCP/Açores marca XI Congresso Regional para 4 e 5 de abril no Faial
13 de jan. de 2020, 13:51
— Lusa/AO Online
Em
conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, em Ponta Delgada, Marco Varela
considerou que “o reconhecimento por parte da sociedade açoriana” da
“influência social e política” do PCP nos Açores “não tem tido a
correspondente expressão eleitoral” e afirmou ser necessário
“ultrapassar essas barreiras” e intensificar a “ação junto do povo
açoriano”.O “momento alto na vida interna”
do partido chega com o XI Congresso Regional do PCP, que acontece em 04
e 05 de abril, na cidade da Horta, ilha do Faial.Este
encontro servirá para “fazer uma análise dos últimos quatro anos e
traçar as orientações para” o futuro, bem como a “estratégia para as
batalhas eleitorais” que se avizinham, avançou Marco Varela.O
coordenador regional comunista considerou que o atual quadro
parlamentar na região é marcado "negativamente pela existência de uma
maioria absoluta” e salientou que “a influência social e política do PCP
nos Açores e a importância da eleição de deputados para a Assembleia
Legislativa da região é, não só reconhecida, mas geralmente considerada
fundamental para a autonomia regional”.Depois
de se ter reunido este sábado em Ponta Delgada, a Direção Regional do
PCP Açores (DORAA) traçou como prioridades “as questões do trabalho com
direitos, do combate à precariedade laboral, do combate à pobreza e à
exclusão social, da valorização salarial, dos rendimentos das famílias,
dos complementos regionais de coesão, da justiça e do desagravamento
fiscal, de dinamização do mercado interno, da fiscalidade e dos serviços
públicos de qualidade e da tutela do ambiente”.Apontando
o dedo ao que consideram estar mal nos Açores, os comunistas denunciam
que há “cerca de 80 mil pessoas a viver em situação de pobreza” na
região, que “o número de precários ronda os 23.400, o que corresponde a
23% dos trabalhadores da região” e que “o salário mensal de um
trabalhador açoriano é, em média, 100 euros mais baixo quando comparado
com o de qualquer outro trabalhador português”, denotando um aumento do
“fosso entre os salários médios dos trabalhadores do continente
português e os dos Açores”.O partido
lamenta, ainda, o aumento do “custo de bens e serviços essenciais” e das
“dificuldades no acesso à saúde”, bem como a restrição do “acesso à
educação e ao conhecimento, nomeadamente ao Ensino Superior”.Quanto
a questões concretas, o PCP assume “a defesa dos postos de trabalho dos
trabalhadores portugueses na Base das Lajes” como a “contrapartida mais
efetiva, senão única, face à utilização daquela infraestrutura pelos
norte-americanos”, repudiando “a situação de 13 trabalhadores precários
da Base das Lajes, alguns destes em funções desde 2001”, e reitera que
as soluções encontradas para o abastecimento das Flores e do Corvo
“nunca foram suficientes e sempre estiveram condicionadas”.As
duas ilhas do grupo ocidental estão com constrangimentos no
abastecimento, depois de a passagem do furacão Lorenzo ter provocado a
destruição total do porto comercial das Lajes das Flores.