PCP/Açores diz que voto no Orçamento regional depende da aceitação ou não de propostas
26 de nov. de 2019, 12:46
— Lusa/AO Online
"Do
grau de aceitação das nossas propostas depende, como não poderia deixar
de ser, a posição final que adotaremos em termos de votação deste Plano
e Orçamento", vincou João Paulo Corvelo.O
parlamentar falava na Horta, no primeiro dia de debate sobre o Plano e
Orçamento para 2020, sendo que nos documentos para este ano o PCP, ao
lado do CDS, votou favoravelmente os textos apresentados pelo executivo
do PS.De entre as propostas do PCP, o
deputado definiu como "essencial" o aumento do acréscimo regional à
retribuição mínima mensal garantida, o aumento do complemento regional
de Pensão e do Abono de família, e o aumento do valor das
comparticipações diárias da deslocação de doentes do Serviço Regional de
Saúde."Trata-se de medidas políticas
concretas que contribuem decisivamente para a coesão social da nossa
região. Mas o Plano e Orçamento proposto pelo Governo [Regional] a este
parlamento é deveras preocupante quanto se percebe que áreas tão
fundamentais como a área da Saúde, como a área da Educação, como a área
da Cultura são completamente relegadas para secundaríssimo plano quanto
não completamente votadas ao desprezo e abandono", vincou.João
Paulo Corvelo sublinhou ainda serem "urgentes medidas políticas que
garantam uma melhor articulação de toda a estrutura do Serviço Regional
de Saúde", sendo que "garantir um verdadeiro acesso aos cuidados de
Saúde não se compadece nem pode compadecer com a permanência das taxas
moderadoras". "Por isso mesmo, a
representação parlamentar do PCP continuará a propor, tal como sempre
propusemos a sua total eliminação. Nada, a não ser meras opções
políticas justificam a sua manutenção", defendeu.E
rematou: "Na nossa opinião, as nossas propostas são propostas concretas
que consideramos fundamentais para a coesão social e territorial da
nossa região, tal como temos vindo a referir princípio fundamental e
estruturante da nossa autonomia político-administrativa".Na
intervenção que abriu o debate, o vice-presidente do Governo dos
Açores, Sérgio Ávila, considerou que o Plano e Orçamento para 2020
representam um "contributo criativo, inovador, inconformado e eficaz"
para enfrentar os "grandes e novos desafios" com que a região se depara
atualmente.O Plano e Orçamento dos Açores
para 2020 tem um valor global de 1.812 milhões de euros e pretende, diz o
executivo regional, ser um guia para o fortalecimento da economia e a
criação de emprego.No documento é referido
que, dos 1.812 milhões de euros, 207 milhões de euros dizem respeito a
operações extra-orçamentais e 558 milhões de euros são adjudicados às
despesas do Plano.Contemplando um
investimento público de 816,4 milhões de euros, dos quais os referidos
558 são da responsabilidade direta do Governo Regional, estes documentos
preveem, para 2020, um crescimento do investimento total de cerca de 51
milhões euros e um aumento no investimento direto no valor de 44,8
milhões de euros, na comparação com 2019.O
Governo dos Açores estima que a taxa de desemprego na região fique nos
5,8% em 2020, prevendo que a economia da região cresça 2%, percentagem
igual à que se deve registar este ano.O
executivo antecipa uma subida de 5,1% na receita fiscal em 2020,
perspetivando-se um total da receita dos impostos na casa dos 735
milhões de euros.As propostas de Plano e
Orçamento começaram hoje a ser debatidas em plenário do parlamento dos
Açores, onde o PS tem maioria absoluta.