PCP/Açores diz que Orçamento da região não resolve problemas a médio e longo prazo
28 de nov. de 2019, 19:36
— Lusa/AO online
O deputado do PCP no parlamento dos Açores, João Paulo Corvelo,
considerou hoje que a proposta do executivo socialista de Plano e
Orçamento para 2020 não abarca "soluções" para os problemas da região a
médio e longo prazo.
"Da análise e do
debate até agora realizado em torno dos importantes documentos que são o
Plano e Orçamento regionais para o ano de 2020, resulta para nós que
uma vez mais problemas sérios e graves para a região ou não encontram as
mais adequadas soluções ou se persiste em manter soluções inadequadas e
que a médio-longo prazo não só não resolverão os problemas como os
agravarão ou trarão ainda outros novos a juntar aos já existentes",
considerou o comunista.O deputado único do
PCP falava na intervenção final da discussão do Plano e Orçamento dos
Açores para 2020, debate parlamentar que se iniciou na terça-feira e se
conclui na sexta-feira.Referindo-se
posteriormente ao caso da operadora aérea SATA, "empresa estruturante"
para os Açores, Corvelo declarou que "mercê de opções políticas e
estratégicas erradas" a companhia tem-se transformado numa "situação
preocupante". "A resolução que o Governo
[Regional] encontra e propõe como solução salvadora é a privatização de
parte substancial do seu capital social. Isto numa primeira fase, pois
não é preciso ser adivinho para se saber que processos desta natureza
nunca se ficam somente pela fase inicial de privatização", acrescentou o
deputado.Depois, o comunista sublinhou
que "neste momento continua sem solução minimamente aceitável o
abastecimento e o escoamento da produção, nomeadamente da produção
agro-pecuária", nas ilhas das Flores e Corvo após a destruição do porto
das Flores com a passagem furacão "Lorenzo" no passado mês de setembro.E
concretizou: "A necessidade de reforçar os meios de transporte para o
grupo Ocidental é imperiosa e infelizmente não vislumbramos o empenhado
esforço por parte do Governo [Regional] que as circunstâncias obrigam".Saúde,
Educação e Cultura são também áreas que exigem uma redobrada ação e
esforço do executivo, acrescentou ainda o parlamentar do PCP.