PCP/Açores diz haver trabalhadores “ilegais” em obras públicas
23 de jul. de 2020, 14:11
— Lusa/AO Online
João Paulo Corvelo abordou a situação na
Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho do parlamento
regional, e referiu depois à Lusa que a Inspeção Regional do Trabalho
(IRT) “tem de fazer o seu trabalho” e atuar nestas situações.“Viu alguém a desmentir na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho o que eu disse? Eu não vi”, afirmou.Em
apreciação na comissão parlamentar esteve uma proposta de resolução da
sua autoria a defender um reforço de meios da Inspeção Regional do
Trabalho.Na reunião da comissão estavam
presentes o secretário regional adjunto da presidência para os Assuntos
Parlamentares, Berto Messias, e a inspetora regional do Trabalho, Ilda
Batista.O deputado apontou que “nas ilhas
mais pequenas toda a gente sabe quando o inspetor vem”, o que permite às
empresas encerrarem, algo que a inspetora regional afirmou já não
acontecer.De acordo com o deputado, “quem informa as empresas são os hotéis” onde ficam hospedados os inspetores.O deputado socialista Manuel Pereira afirmou conhecer casos destes, mas “em obras particulares”, com fugas de informação.A
inspetora regional, ouvida em sede de comissão parlamentar, anunciou
que vão ser abertos em 2020 três concursos públicos para admitir novos
inspetores, acrescentando que o rácio de inspetor por trabalhador nos
Açores “é muito confortável” face aos valores da Organização
Internacional do Trabalho (OIT).Ilda
Batista referiu que se pretende aumentar a ação da IRT nas ilhas sem
inspetores (só existem em três) e que desde março, face à pandemia da
covid-19, a entidade aumentou de três para oito os inspetores a operar
ao telefone para responder a questões laborais dos trabalhadores e das
empresas.No projeto de resolução em
apreciação, o PCP/Açores propõe que a Assembleia Legislativa da
recomende ao Governo Regional a adoção das medidas necessárias ao
preenchimento das vagas do quadro de inspetores da IRT e que se aumente o
número de técnicos superiores.Paralelamente
deve-se proceder à adoção, “com caráter de urgência, e tendo em conta
as especificidades regionais, de pelo menos, um inspetor por cada cinco
mil trabalhadores”.