PCP/Açores defende plano "estruturado" de gestão da cultura
14 de dez. de 2021, 17:28
— Lusa/AO Online
"O acesso generalizado à cultura não é um
luxo, como alguns parecem pensar, mas um fator essencial na vida
coletiva, induzindo avanços na própria economia e em toda a estrutura
social. Apoiar a cultura não é um investimento sem retorno, mas sim uma
intervenção estruturante", sublinha o partido, numa nota de imprensa
enviada às redações. O PCP/Açores refere
que, além de "uma série de razões, que não se prendem exclusivamente com
a dispersão geográfica" da região, "o setor cultural é tradicionalmente
frágil", porque "nas nove ilhas existe um atraso de décadas na
planificação e gestão do setor da cultura" e "a crise determinada pela Covid-19 agravou ulteriormente o quadro das dificuldades enfrentadas
pelos agentes culturais". "Com base nestas
considerações, o PCP defende que, até ao final do ano, e na sua
totalidade, sejam pagas aos operadores culturais as verbas que lhes
foram atribuídas para 2021", lê-se na nota de imprensa.Apesar
de considerar que "os montantes ficam aquém do que seria desejável", o
PCP entende que a "atribuição das verbas agora inscritas no Plano e
Orçamento Regional" deve ser "planificada para que tais verbas possam
chegar aos agentes culturais com a antecedência necessária", permitindo
planificar atividades e fazer "face a compromissos assumidos"."Para
pôr fim a este estado de coisas, os agentes culturais devem ser
envolvidos nos processos de decisão política que dizem respeito ao
setor: um modelo de gestão da cultura não pode ser imposto de cima",
sustenta o partido.Para o PCP/Açores, "os
critérios e as modalidades da intervenção devem resultar em primeiro
lugar da orientação oferecida pelos próprios agentes culturais". "Só
desta forma será possível organizar um plano estruturado, que
progressivamente consiga minimizar as dificuldades e carências de
setores durante muito tempo votado ao abandono", defende o partido.