PCP/Açores defende mudança de estratégia para a educação

Hoje 15:32 — Lusa

Em nota de imprensa, o PCP/Açores considera que “a construção de uma Região mais desenvolvida, mais justa e mais solidária só se pode construir valorizando a escola pública e os professores e dando-lhes as condições para cumprir o seu papel”.“Como tem sido demonstrado nos últimos anos, urge atrair novos professores e educadores para os Açores, encontrando os mecanismos que permitam fixar estes profissionais e garantir, a todas as crianças e jovens, o direito à educação e ao ensino com qualidade”, defende.O PCP/Açores critica a ação do Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) face “à crescente falta de professores”, alegando que o executivo açoriano “tem sido incapaz de inverter a tendência que se agudiza, ano após ano”.“A falta de docentes na Região é o resultado da desvalorização da sua profissão, do desgaste que se aprofunda e da falta de condições de trabalho”, sustenta, o partido, na nota.O PCP/Açores rejeita também a ideia de que as baixas por doença sejam uma escolha dos professores.“As baixas por doença são a última opção de quem sabe que deixará as suas turmas sem professor, por não haver quem o substitua. Frequentemente, professores e educadores vão trabalhar doentes ou com dores, adiando a resolução dos seus problemas de saúde, para não prejudicarem as suas crianças e alunos”, alerta ainda o partido.Por outro lado, refere que “os problemas sociais que se vão aprofundando na Região desembocam, todos os dias, nas escolas”, apontando o agravamento da “situação financeira de muitas famílias, os horários de trabalho desregulados e os intensos ritmos de trabalho”, que “deixam os pais sem tempo nem condições para acompanhar a vida escolar dos seus filhos”.“Os conflitos sociais e familiares refletem-se na sala de aula. Nunca recebendo os recursos para os resolver, as escolas e os professores vêm a sua missão dificultada”, sustenta o partido.Na área da educação inclusiva, o PCP/Açores considera que "tal como em anos anteriores, diminuíram-se ainda mais os meios atribuídos", redução dos apoios e docentes especializados", a que se juntam "alunos com diversas patologias em turmas cada vez maiores" e "falta de técnicos especializados e outros profissionais"."Perante uma profissão cada vez mais envelhecida, por não haver renovação geracional, perante escolas sem recursos e, em muitos casos, sem as obras e condições estruturais para cumprir a sua função, perante a falta generalizada de profissionais, é urgente uma inversão na estratégia para a educação nos Açores", defende o partido.O PCP/Açores reafirma que o desenvolvimento económico e social dos Açores exige que "a escola pública tenha as condições para cumprir a sua função e que aqueles que a fazem funcionar, todos os dias, sejam devida e justamente valorizados".