PCP/Açores defende monitorização de bacias de água e avaliação de eventuais aumentos
22 de ago. de 2024, 15:07
— Lusa
Em
nota de imprensa, os comunistas preconizam que “se atualizem os dados
relativos à sua capacidade, ampliando o que for necessário ampliar”.“Deve
ser feito o levantamento das insuficiências, e avaliada a necessidade
de construção de mais bacias de retenção. Isto implica que se elabore um
plano e calendário a curto e médio prazo para a sua construção, dando
prioridade às situações mais dramáticas”, refere o PCP.De
acordo com a força política, que não tem representação parlamentar no
arquipélago, as alterações climatéricas “não são de hoje, assim como os
sinais de falta de água na região”.“Há
anos que se fala disto nas diversas ilhas, com uma expressão maior
nalgumas delas, pois cada uma tem características próprias, entre as
quais capacidade diferente de captação de água”, diz a estrutura. Para
os comunistas, poderá “dizer-se que este ano tem sido atípico, e que as
temperaturas elevadas registadas não são comuns na região”, o que “é um
facto, mas o que a vida demonstra é que a inércia e a falta de
planificação não ajudam nem combatem ou menorizam as perdas que o setor
agrícola poderá vir a ter”.Este problema,
indicam, vem juntar-se ao às dificuldades com “o preço dos combustíveis,
o aumento dos fatores de produção, a diminuição do preço do leite pago
ao produtor em diversas ilhas, o péssimo estado dos caminhos agrícolas,
as pragas, como o escaravelho japonês, que não foram devidamente
combatidas mediante a colocação de armadilhas em todas as ilhas”.“Os
apoios e incentivos à diversificação da agricultura, às produções
frutícolas e hortícolas e à apicultura mantêm-se no estado de promessas
adiadas, e mesmo os apoios definidos e atribuídos tardam em chegar aos
agricultores. Mantém-se o estrangulamento ao escoamento de produtos por
falta de transportes em algumas ilhas”, acentua o PCP.No
seu entendimento, são precisas medidas concretas e no imediato – e
serão, inclusive, tardias, podendo até “não vir a minimizar os prejuízos
que os agricultores vão ter de enfrentar”.
Os Açores estiveram este mês vários dias sob aviso meteorológico
amarelo (o menos grave de uma escala de três) devido ao tempo quente,
com temperaturas máximas de 29 e 30 graus Celsius e mínimas entre 21 e
23 graus, pouco habituais nas nove ilhas.
Esta semana, a Federação de Bombeiros da Região Autónoma dos Açores
pediu aos residentes no arquipélago “o máximo de prudência na realização
de queimadas” devido ao risco de incêndios rurais, que não são comuns
no território.