PCP/Açores considera anúncio do fim da coligação "preocupação com sobrevivência política"
Hoje 10:07
— Lusa/AO Online
Em comunicado de
imprensa, a direção regional afirma que a situação política e económica
da região tem vindo a agravar-se, apontando para o "aumento brutal" dos
preços dos combustíveis, dos bens alimentares, dos custos com a
habitação e pela "carência de resposta das funções sociais do Estado".A
CDU aponta ainda a "falta de estratégia" nos transportes marítimos de
mercadorias e aéreos e "uma pressão cada vez maior sobre o setor
produtivo e transformador, com a desvalorização da agricultura e das
pescas".A direção regional do PCP/Açores
critica ainda "o recente anúncio do presidente do Governo Regional sobre
o fim da coligação de direita" PSD/CDS-PP/PPM."A
dois anos das eleições regionais, veio apenas confirmar a desorientação
existente numa coligação de retalhos, onde cada um puxa pelos seus
interesses e pouco se importa com o desenvolvimento regional e com os
açorianos", acusa.Para o PCP/Açores, este
anúncio revela um “mero taticismo político" e "preocupação com
sobrevivência política, exacerbando os conflitos e a sede de
protagonismo dos partidos do Governo Regional, zelando ainda mais pelos
seus interesses próprios, deixando para trás os Açores, sem preocupação
com os problemas das populações e dos trabalhadores".A
direção regional do PCP considera que os partidos que "têm apoiado, na
Assembleia Regional, esta coligação, como o Chega e o PS — seja através
do voto favorável ou da abstenção no programa do Governo, nos planos ou
no Orçamento — têm de ser responsabilizados pelo estado a que a região
chegou".Para o PCP/Açores, “é necessário
mudar” e “romper com a política de direita que tem governado a região,
seja pela mão do PSD ou do PS", e "agora pela coligação de direita",
defendendo soluções centradas na valorização dos salários e das
reformas, trabalho com direitos e que assegure habitação, saúde e
educação. Defende igualmente o
fortalecimento do setor produtivo, a melhoria dos transportes
terrestres, marítimos e aéreos e o abandono de processos de
privatização, nomeadamente de empresas do setor empresarial regional.Em
28 de abril, o social-democrata e presidente do Governo dos Açores
(PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, disse que os acordos de
coligação entre os três partidos vigoram até 2028 e, nas próximas
eleições regionais, o PSD concorrerá sozinho. “Vamos
cumprir os nossos acordos. […] Sou cumpridor dos meus compromissos e da
palavra dada, e, portanto, vou cumprir a palavra dada. A [atual]
coligação pré-eleitoral vai até 2028, […] isso significa que, a partir
de 2028, não há coligação pré-eleitoral. É o que foi acordado, é o que
vai ser cumprido”, disse José Manuel Bolieiro em entrevista ao ‘podcast’
da Antena 1 Política com Assinatura.Questionado
se nas próximas eleições regionais o PSD concorrerá sozinho à
presidência do Governo Regional açoriano - que desde 2020 é liderado
pelo PSD em coligação com CDS-PP e PPM -, respondeu: “sim”.