PCP/Açores alerta para falta de rumo, estratégia e planificação na saúde
6 de jul. de 2024, 20:58
— Lusa
“A falta de rumo,
estratégia e planificação, e o desinvestimento no Serviço Regional de
Saúde (SRS), fazem com que os açorianos tenham o acesso cada vez mais
dificultado aos cuidados médicos de que precisam, devido ao aumento das
listas de espera para consultas de especialidade e cirurgias, bem como à
falta de médicos, enfermeiros, técnicos e assistentes operacionais”,
refere um comunicado da Direção da Organização Regional do PCP nos
Açores (DORAA).Para o partido, é
impossível esconder a desvalorização dos profissionais, “tanto em
matéria salarial, quanto em termos de estabilidade do posto de trabalho e
de incentivos à sua fixação”.“O incêndio
que devastou o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada,
deixou o arquipélago numa situação extremamente difícil, de enorme
incerteza sobre o projeto de reconstrução, os custos e o tempo
estimado”, lê-se.O PCP/Açores acrescenta
que “enquanto ninguém sabe ao certo o que esperar relativamente à
reposição da normalidade na prestação dos cuidados de saúde” na região,
são várias as questões que se colocam.“Por
que motivo é que não se investe no SRS? Por que motivos não se investe
no reforço dos incentivos à fixação de médicos e enfermeiros na região?
Por que motivos não se contratam mais técnicos de diagnóstico,
assistentes administrativos e assistentes operacionais?”, questiona.O
partido pergunta ainda, entre outras, quais as razões para a manutenção
da precariedade laboral com contratos e falsos recibos verdes, e por
que razão “não existe a manutenção dos edifícios e equipamentos que
prestam serviços aos utentes”.“São estas
as perguntas às quais o Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] não responde,
não querendo enfrentar os problemas que põem em causa o direito à saúde
dos açorianos”, denuncia.Os comunistas nos
Açores reafirmam “a necessidade de um sério investimento na saúde,
assegurando salários dignos, vínculos permanentes e justos direitos
laborais, equipamentos e infraestruturas com manutenção regular e novos
equipamentos”.“Só assim será possível que os açorianos tenham médico de família, consultas de especialidade ou exames de diagnóstico”, alegam.Ainda
de acordo com a nota da DORAA, “todos diziam que perante o incêndio do
HDES era necessário tomar medidas, mas o que se confirma é que as
soluções encontradas são insuficientes e não reforçam nem defendem o
SRS”.O incêndio no Hospital do Divino
Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que deflagrou
em 04 de maio e cujos prejuízos estão estimados em 24 milhões de euros,
obrigou à transferência de todos os doentes que estavam internados para
vários locais dos Açores, Madeira e continente.