PCP/Açores alerta para constrangimentos nas escolas açorianas
Hoje 15:50
— Lusa/AO Online
“Ao contrário do que tem afirmado o Governo, não se verificou o reforço dos serviços e do número de trabalhadores. As recentes colocações nas escolas são insuficientes perante as aposentações dos últimos anos e o elevado desgaste que se tem sentido, pelas exigências da profissão, pelo excesso de trabalho que resulta do reduzido número de funcionários e pelas lesões musculoesqueléticas acumuladas ao longo dos anos”, denunciou o partido.Apesar de se estar apenas no início do ano letivo, O PCP/Açores alertou que já se notam "trabalhadores, que frequentemente colocam a sua profissão à frente da sua saúde", com "problemas (…) que não podem ser ignorados"."Os principais efeitos são falta de condições de segurança nas escolas e graves constrangimentos no funcionamento destas, por estarem, há muito, a funcionar no limite, por opção política deste e dos anteriores governos regionais", sublinhou o PCP/Açores, em comunicado, assinalando também "o cancelamento de algumas aulas".Para o partido, este "é o resultado de uma política que tem a cara do Governo Regional e da coligação [PSD/CDS-PP/PPM] que o suporta, mas também do PS, que viabilizou o orçamento da Região, e do Chega e da Iniciativa Liberal (IL), que defendem o desinvestimento nos serviços públicos, mudando convenientemente o discurso quando os problemas saltam à vista".O PCP/Açores, que tem como coordenador regional Marco Varela, sustentou que "não bastam as boas intenções no discurso e na legislação"."Como o PCP tem afirmado, é preciso que as escolas tenham os recursos humanos de que realmente necessitam. É preciso que quem lhes dá vida, todos os dias, tenha as condições de trabalho que a importância as exigências da sua função justificam. Em simultâneo, é preciso apostar na medicina no trabalho, numa perspetiva preventiva, evitando os problemas de saúde antes de estes se verificarem", defendeu.