PCP/Açores alerta para agravamento da situação social e económica da região
2 de out. de 2023, 15:14
— Lusa
"Já nem a propaganda e os números todos os
dias anunciados - seja o número de passageiros que aterraram nos
aeroportos da região, o número de dormidas ou outros - conseguem
disfarçar o agravamento da situação", sustenta o partido num comunicado
de imprensa para divulgar as conclusões da reunião da Direção Regional
do PCP Açores (DORAA), que decorreu no sábado em Ponta Delgada.Segundo
os comunistas, os pedidos de ajuda das famílias açorianas "não param de
aumentar", assim como as solicitações dos reformados, que "não
conseguem fazer frente aos sucessivos aumentos" do crédito à habitação e
do arrendamento, do preço dos bens alimentares e dos combustíveis. "São
estes os números de que pouco se ouve falar, porque comprovam as
dificuldades que a região e o país atravessam, sendo esta a consequência
da política de direita e da falta de medidas capazes de enfrentarem
efetivamente, e não de forma tímida ou apenas simbólica, os graves
problemas existentes", consideram.O
PCP/Açores defende que a escalada do aumento dos custos da habitação e a
especulação poderiam ser combatidos no arquipélago se fosse
desenvolvida "uma estratégia articulada entre Governo Regional e
autarquias" para "uma efetiva política de habitação que responda aos
problemas" atuais e "para contrariar a perda de população nas diversas
ilhas".O partido, que atualmente não tem
representação na assembleia legislativa, critica também a ação
governativa do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) na educação, na saúde
e nos transportes aéreos e marítimos."É
preciso e urgente valorizar e aumentar salários e pensões. O PCP tem
vindo a apresentar propostas do aumento geral dos salários de 15%, num
mínimo de 150 euros, e de aumento das pensões de 7,5%, num mínimo de 70
euros, para fazer face ao aumento generalizado do custo de vida",
defende a direção regional.Os programas
ocupacionais, lamenta, são com frequência “substituídos por falsos
recibos verdes ou outras formas de ligação laboral precária, para depois
se voltar aos programas ocupacionais" – na edução, por exemplo,
decidiu-se ir “buscar mais 240 pessoas para colmatar a falta de
assistentes operacionais"."O comportamento
do atual Governo Regional é inaceitável. É um governo que está focado
somente na sua sobrevivência política, e que age principalmente em
função das chantagens dos diferentes parceiros de coligação e apoios de
incidência parlamentar, movido pelo clientelismo partidário", lê-se no
comunicado.O PCP/Açores responsabiliza
ainda outros partidos que dizem fazer oposição, mas votam a favor ou
optam pela abstenção quando estão em causa documentos como o Plano e o
Orçamento."Tanto o Chega como a IL, apesar
do barulho que procuram fazer, estão intrinsecamente ligados ao
empobrecimento, às desigualdades e às injustiças desta região", acusa o
partido.