PCP/Açores alerta para agravamento custo vida com aumento da eletricidade e combustíveis
Hoje 16:27
— Lusa/AO Online
A direção regional do PCP/Açores (DORAA) sustenta, em nota de imprensa, que o aumento da eletricidade e dos combustíveis representa um novo agravamento das condições de vida na Região, num contexto já marcado por baixos rendimentos, desigualdades estruturais e elevados custos de transporte."A partir de 01 de outubro, a eletricidade aumenta 2,7%, agravando ainda mais a despesa mensal das famílias e dos micro, pequenos e médios empresários açorianos. Este aumento junta-se à subida dos preços dos combustíveis, com a gasolina a aumentar 7 cêntimos por litro e o gasóleo 5 cêntimos", aponta o partido, coordenado nos Açores por Marco Varela.O PCP alerta para os "efeitos em cadeia", na sequência da subida dos combustíveis, "pressionando os preços dos bens essenciais, dos transportes e dos custos de produção", afetando, em particular, os trabalhadores, agricultores, pescadores e os micro, pequenos e médios empresários."Na Região, a situação social e económica agrava-se de dia para dia", afirma o PCP/Açores, criticando a ausência de "medidas capazes de contrariar de forma eficaz o aumento sucessivo" dos bens alimentares, combustíveis, da habitação e de outros serviços essenciais.Para Direção Regional do PCP, é "inaceitável que, perante o agravamento das condições de vida da população, continuem a ser privilegiados interesses económicos que permitem o crescimento dos lucros de alguns à custa dos sacrifícios de muitos", criticando as opções políticas que "mantêm baixos salários e pensões" e "a ausência de medidas eficazes" de regulação e controlo público dos preços.O PCP/Açores afirma que continuará a intervir e "a lutar por medidas que defendam os interesses dos trabalhadores e do povo açoriano, combatendo políticas que agravam as injustiças e aprofundam as desigualdades"."O aumento da eletricidade e dos combustíveis representa um novo e significativo agravamento das condições de vida num território já marcado por desigualdades estruturais, baixos rendimentos e elevados custos de transporte", sustenta o partido.