PCP/Açores admite votar contra Plano e Orçamento regionais se este for de continuidade
13 de nov. de 2017, 15:15
— Lusa/AO Online
“O
PCP vai apresentar uma série de propostas que o plano seja melhor. Se a
evolução for neste sentido, votamos favoravelmente, mas se for na
continuidade votaremos contra”, afirmou o coordenador do partido na
região, Vítor Silva, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, onde
fez o balanço da reunião da Direção Regional do PCP/Açores.Para
Vítor Silva, os documentos orçamentais, que vão ser debatidos e votados
na última semana do mês no parlamento regional, “dão suporte a uma
política de mera continuidade, sem ideias novas, nem inversões nas suas
medidas mais gravosas, de cuja aplicação resultará forçosamente o
agravamento da situação económica e social dos açorianos”.O
dirigente comunista adiantou que o partido vai reforçar as propostas de
alteração ao Plano e Orçamento regionais para o próximo ano, com
"medidas que tenham, efetivamente, peso e impacto do ponto de vista
económico, social e político".Vítor
Silva recordou que o PCP propõe um aumento de 15 euros ao acréscimo do
salário mínimo nacional, assim como a subida dos complementos de pensão e
reforma."Em
média um trabalhador açoriano ganha menos que qualquer outro em qualquer
uma outra região do país e isto tem que ser alterado”, sustentou Vítor
Silva, alertando que "nos números da pobreza e da exclusão social"
existem duas camadas mais afetadas as crianças e idosos.Segundo
o líder regional dos comunistas, "existem vários estudos que provam que
as causas da pobreza e exclusão social nos Açores se devem, acima de
tudo”, à precariedade laboral e baixos rendimentos, alertando para a
necessidade de se promover a qualificação e formação dos trabalhadores.“Num
Governo que tem maioria absoluta, é preciso haver essa abertura para
negociar”, defendeu Vítor Silva, considerando que executivo regional na
discussão dos documentos orçamentais dos últimos anos limita-se a
“agarrar uma das propostas mais pequenas de cada partido”, aprovando-as
“para dar a ideia que existe algum consenso”.Quanto
ao anúncio da realização de um Conselho do Governo extraordinário para
novas medidas na área do emprego, que o presidente do executivo
açoriano, Vasco Cordeiro, fez na semana passada, o coordenador do
PCP/Açores, partido que tem um dos 57 deputados no parlamento regional,
reconhece ser uma medida positiva, mas quer decisões nesta área.