Paula Decq Mota volta a candidatar-se à Câmara Municipal da Horta
Autárquicas
31 de jul. de 2025, 12:42
— Lusa/AO Online
“Aceitei,
com honra e sentido de responsabilidade, o convite para voltar a ser
candidata. Esta decisão é também fruto de uma reflexão pessoal e dos
múltiplos incentivos que recebi, ao longo dos últimos meses, de amigos,
camaradas e cidadãos que acreditam neste projeto”, justificou Paula Decq
Mota, durante a apresentação da candidatura, em conferência de
imprensa, ao ar livre, junto à Marina da Horta.A
candidata, que é também coordenadora da Comissão de Ilha do Faial do
Partido Comunista Português (PCP), entende que está agora "mais bem
preparada" para este desafio e tem também “mais experiência política”,
que podem ajudar a CDU a ter uma maior expressão eleitoral nas próximas
autárquicas.“A candidatura da CDU
apresenta-se sempre para trazer a debate assuntos que, normalmente, são
evitados pelos dois principais partidos, por que são assuntos que os
incomodam! Tanto o PS como o PSD, quer na República quer na Região, são
autores de muitos dos constrangimentos que afetam a nossa ilha”,
insistiu a candidata.Paula Decq Mota diz
que está nesta corrida autárquica com o objetivo de “denunciar
injustiças”, mas também de “apontar soluções duradouras”, “mobilizar
vontades e energias” e “reforçar a capacidade reivindicativa da ilha do
Faial”.“É fundamental mobilizar todos os
que acreditam neste caminho – militantes, apoiantes e simpatizantes –
para que levem, com clareza e convicção, a nossa mensagem de justiça
social, proximidade e participação democrática, traços distintivos da
experiência autárquica da CDU, amplamente reconhecidos em todo o país”,
frisou.Filha do líder histórico do
PCP/Açores, José Decq Mota, que foi deputado à Assembleia Legislativa
dos Açores e vereador da Câmara Municipal da Horta, Paula Decq Mota
apresenta “metas claras” nestas eleições: reforçar a presença da CDU nos
órgãos autárquicos, eleger vereadores para a Câmara Municipal e fazer
crescer o partido na Assembleia Municipal, onde já tem presença,
atualmente.Paula Decq Mota reconhece que o
atual mandato autárquico, que agora está a terminar, “beneficiou de
programas europeus” que permitiram avançar com algumas obras há muito
reclamadas, mas entende que isso não é suficiente para dinamizar o
concelho e resolver os seus principais problemas.“Há
obra feita, sim, mas a generalidade dos nossos munícipes vive pior. A
falta de respostas no campo habitacional, o aumento exponencial de custo
de vida, não podem ser tapados com a política-espetáculo”, criticou a
cabeça de lista da CDU à Câmara da Horta.A
falta de habitação para os profissionais que estão deslocados na ilha
(professores, enfermeiros e veterinários), e a possível privatização de
empresas públicas, como a Portos dos Açores, a Atlânticoline ou os
matadouros dos Açores, são problemas que a candidata pretende resolver.“Os
tempos que se avizinham são perigosos”, advertiu a cabeça de lista da
CDU, para quem o concelho precisa de políticas com visão, planeadas a
longo prazo e que respondam às necessidades da população: “não podemos
continuar com medidas pontuais, lançadas apenas em tempos de campanha,
enquanto se adiam projetos estruturantes".A
Câmara Municipal da Horta é presidida por Carlos Ferreira, autarca
eleito pela coligação PSD, CDS-PP e PPM, que destronou o PS do poder há
quatro anos, ao fim de mais de três décadas consecutivas de domínio
socialista no concelho, mas a CDU lembra que “ter o mesmo partido no
Governo e na Câmara Municipal, não se tem traduzido em benefícios para a
ilha, antes pelo contrário”.Além da
cabeça de lista à Câmara Municipal da Horta, a CDU apresentou também
hoje o primeiro candidato à Assembleia Municipal, André Rodrigues, 32
anos de idade, licenciado em Ciências de Comunicação, e atual deputado
municipal no Faial.