Patrícia Sampaio já é a judoca portuguesa com melhor ranking olímpico
Paris2024
3 de abr. de 2023, 12:25
— Lusa/AO Online
A judoca da Sociedade
Filarmónica Gualdim Pais, que compete em –78 kg, tem tido uma grande
projeção no circuito mundial deste ano, com uma medalha de ouro no Grand
Prix de Portugal, e três bronzes em Grand Slams, de Telavive, Tashkent
e, no domingo, em Antália.Resultados que a
deixam, a pouco mais de um ano da competição, em sexto lugar na
categoria de -78 kg, entre os 17 de qualificação direta através do
ranking e quando as provas ainda contam apenas a 50% no apuramento.Patrícia
Sampaio, de 23 anos, está a efetuar um dos melhores anos da carreira,
depois de ter sido apontada como uma das maiores promessas da
modalidade, em que chegou a ser líder mundial em juniores, antes de
atravessar um período de muitas lesões.A
judoca enfrentou nos dois últimos anos uma fratura numa perna, num Grand
Slam em Budapeste de 2020, uma rotura muscular nos Europeus de Lisboa
em 2021 e o deslocamento de um ombro no ano seguinte, na competição
continental em Sófia.Na atualização do
ranking mundial, Sampaio é 11.ª, com a subida de três lugares, e no
apuramento olímpico surge como sexta no geral e quinta de forma direta,
face à presença da francesa Audrey Tcheumeo, que é terceira, mas entra
como anfitriã.Na corrida a Paris2024, o
judo português, a mais de um ano do fecho do apuramento, tem oito
judocas em posição elegível, apesar de serem nove os que têm pontos, com
Maria Siderot (-52 kg) a estar ‘tapada’ por Joana Diogo, com mais
pontos.A seguir a Patrícia Sampaio, é
Bárbara Timo a mais bem classificada no ranking olímpico, em sétimo em
-63 kg (10.ª na hierarquia mundial), seguidas por Rochele Nunes (nona em
+78 kg, sétima direta) e Catarina Costa (12.ª, oitava direta em -48
kg).Telma Monteiro, a judoca portuguesa
mais medalhada de sempre, é 20.ª em -57 kg (17.ª direta, com a exclusão
da repetição de judoca dos mesmos países, ou do país anfitrião) e Joana
Diogo é 23.ª (15.ª), com uma diferença de mais 74 pontos para Maria
Siderot (26.ª).Em zona olímpica está ainda
Rodrigo Lopes, o único entre os potencialmente elegíveis, a par de
Joana Diogo, que procura uma estreia em Jogos, sendo 30.º em -60 kg
(16.º na entrada direta), e Jorge Fonseca, através de uma inesperada
quota continental.A ausência de competição
tem levado o bicampeão mundial de -100 kg, em 2019 e 2021, a perder
lugares, com Jorge Fonseca, que em Tóquio2020 conquistou o bronze, a ser
23.º da sua categoria, já fora de uma qualificação direta no ranking,
mas ainda sexto na hierarquia mundial.