Passos diz que não é candidato “a coisíssima nenhuma” e se vier a ser será por "imperativo de consciência"
6 de mar. de 2026, 17:41
— Lusa/AO Online
“Não
será surpresa para ninguém porque já o tinha declarado publicamente que
não sou candidato a coisíssima nenhuma”, afirmou o antigo chefe do
executivo à entrada para a 4ª edição da Cimeira da Associação de
Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP).Em
resposta aos jornalistas, o antigo líder do PSD disse que, de cada vez
que fala, é escusado "perder tempo a fazer efabulações" sobre o que é
que quer e não quer.“Porque no dia em que
eu me quiser candidatar, eu digo que me quero candidatar e candidato-me.
Não faço isso para satisfazer calendários ou por questões de política
interna”, atirou."No dia em que o fizer, se o fizer, há de ser por um imperativo de consciência e por mais nada", acrescentou.Passos Coelho afirmou que dirá sempre o que pensa sempre que achar que é “oportuno e importante”.“Não
sei se aquilo que eu digo incomoda ou não incomoda, aborrece ou não
aborrece, não digo nem para incomodar nem para aborrecer, digo o que
penso e direi sempre o que penso”, frisou.O
social-democrata ressalvou que sempre que entender que deve dar algum
contributo da sua reflexão, mais crítico ou menos crítico, perante o
país e perante o Governo não deixará de o fazer e não se deixará
condicionar por “reptos de espécie nenhuma de natureza partidária”. “Já
fui primeiro-ministro e tenho uma obrigação para muitas pessoas no país
e direi sempre aquilo que entender que deve ser dito, sempre que for
oportuno e, evidentemente, de acordo com aquilo que eu acho que é
importante”, sublinhou. O social-democrata
destacou que quem está à frente do Governo umas vezes ouvirá coisas de
que gosta e, outras vezes, coisas de que não gosta. “Eu já ouvi muitas coisas que não gosto e ouvi e ouvi e andei”, concluiu.