Partido de Netanyahu acusa formações árabes de sabotagem

Israel/Eleições

Hoje 16:52 — Lusa/AO Online

As eleições “foram sabotadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a aniquilação do Estado judaico”, afirmou o Likud, alegando possuir provas de casos de “corrupção, ameaças, violência, falsificações e uso de ‘software’ proibido para induzir os eleitores a votar”.Com 85,6% dos votos apurados, a coligação de direita e extrema-direita liderada por Netanyahu soma 53 lugares, contra 48 da oposição, liderada pelo ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, ao passo que os partidos árabes estão a alcançar representação suficiente para se tornarem atores relevantes nas negociações.A maioria absoluta no parlamento de Israel (Knesset), que tem 120 deputados, exige 61 mandatos.Os partidos árabes — o Raam (acrónimo que significa Lista Árabe Unida em hebraico) e a Lista Unificada (de extrema-esquerda) — surpreenderam ao alcançar nas legislativas de terça-feira um resultado bastante superior às expectativas.Ao longo de toda a campanha, Netanyahu intensificou os ataques a estas formações e no próprio dia do escrutínio, 27 de outubro, afirmou mesmo que “três altos responsáveis” do Raam tinham sido detidos no sul de Israel na posse de envelopes com dinheiro vivo.O diretor-geral interino da Comissão Eleitoral Central, Dean Livneh, relatou ele mesmo um incidente “invulgar”, indicando que “a polícia deteve”, antes da abertura das assembleias de voto, “indivíduos que tentavam comprar votos”. Sublinhou, contudo, que “nenhum outro incidente desse tipo foi registado no país”.Mansour Abbas, líder do Raam, acusou prontamente o primeiro-ministro de “mentir” quanto às alegações de fraude eleitoral.O Likud afirmou ter enviado às autoridades policiais, ao Shin Bet (serviços secretos internos) e à Comissão Eleitoral “centenas de depoimentos e provas de roubo eleitoral em várias assembleias de voto árabes”.O partido de Netanyahu exigiu uma “investigação aprofundada” e medidas judiciais contra os alegados responsáveis, bem como uma intervenção imediata da Comissão Eleitoral para analisar estas acusações.