Partido aliado a Lula da Silva pede a tribunal para prender Jair Bolsonaro
2 de jan. de 2023, 17:10
— Lusa/AO Online
O recurso apresentado por
parlamentares do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) acusa o ex-líder
brasileiro de ter encorajado os seus seguidores a realizar atos
violentos, tais como bloqueios de estradas e ataques a edifícios e
veículos públicos, ao rejeitar a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula
da Silva nas eleições presidenciais.“Entramos no STF com o pedido de prisão de Bolsonaro. Sem amnistia”,
escreveu na rede social Twitter a principal figura mediática do PSOL, o
deputado eleito Guilhermo Boulos.A frase
"sem amnistia" foi utilizada do domingo, durante o discurso de Lula da
Silva, no Palácio do Planalto, por parte dos seus apoiantes, que a
proferiram em coro.O pedido foi feito um
dia após Lula da Silva ter voltado a tomar posse como Presidente do
Brasil para um terceiro mandato e quatro dias após Bolsonaro ter deixado
o país sem participar na transmissão do poder para o seu sucessor e
“refugiar-se” numa residência em Miami, nos Estados Unidos.Segundo
relatos da imprensa, o político apoiado pela extrema-direita deixou o
Brasil precisamente devido ao seu receio de que, sem a sua imunidade
como Presidente, qualquer juiz de primeira instância possa ordenar a sua
prisão num dos vários processos contra si.O
PSOL indicou na sua petição que o antigo Presidente está em posição de
ser preso porque já não tem a prerrogativa de imunidade.O
partido também solicitou ainda que o Supremo Tribunal ordene o
levantamento do segredo telefónico de Jair Bolsonaro, para que a Polícia
Federal possa rever as suas mensagens em busca de possíveis provas e
evitar a destruição de possíveis provas.Também
exige que o poder judicial confisque o passaporte do antigo chefe de
Estado para o impedir de sair do país caso regresse ao Brasil."Bolsonaro
cometeu crimes em série durante seu governo. Chamá-lo de genocida não é
exagero. Infelizmente as instituições não agiram a tempo e tivemos de
esperar até as eleições", escreveu Juliano Medeiros, presidente do PSOL,
no Twitter.