Parque Terra Nostra desenvolve nos Açores 30 novas espécies de camélias
14 de fev. de 2020, 16:01
— Lusa/AO Online
O
chefe do Parque Botânico Terra Nostra, Fernando Costa, disse à agência
Lusa que a primeira destas camélias já foi classificada e registada e
recebeu o nome de Patrícia Bensaúde, presidente do Conselho de
Administração do grupo económico Bensaúde, proprietário do Hotel Terra
Nostra.Fernando Costa é também responsável
pela organização da Exposição de Camélias, um evento anual promovido
pela Câmara Municipal da Povoação, em colaboração com o Terra Nostra
Garden Hotel e a Junta de Freguesia de Furnas, cuja 18.ª exposição
decorre este fim de semana.O responsável
há cerca de 30 anos pelo Parque Botânico Terra Nostra, onde existem
cerca de 700 variedades de camélias, espera que, em 2021, estejam
certificadas as espécies desenvolvidas especificamente naquele espaço,
por parte da ‘International Camellia Society’.Fernando
Costa explica que o processo tem início com a manipulação do pólen de
várias das camélias existentes no parque botânico, recebendo por vezes a
“ajuda de insetos e pássaros” que promovem a polinização e geram,
acidentalmente, “espécies interessantes”.O
chefe do parque botânico refere que “cada vez mais pessoas, originárias
de várias parcelas do globo”, procuram aquele espaço e a exposição para
conhecerem a diversidade de camélias existentes.Os
primeiro exemplares foram adquiridos pelo próprio em vários locais do
mundo, e uma rede de amigos à escala global fez-lhe chegar outras
variantes de várias parcelas geográficas.O
Parque Botânico Terra Nostra contém uma das maiores coleções de
camélias do mundo, tendo sido distinguido em 2014 com o prémio "Jardim
de Camélias de Excelência", pela ‘International Camellia Society’.O
responsável do jardim assegurou ser possível observar camélias
praticamente durante todo o ano, pois existem mais de 700 variedades
diferentes, das quais 650 estão já catalogadas, esperando atingir as mil
variedades, num projeto que começou com cerca de 40 exemplares.Segundo
os especialistas, a camélia é originária do sul da China e foi o
botânico e físico Karl von Linné que as registou com o nome latino de
Camellia. Karl von Linné pretendeu,
assim, homenagear o padre jesuíta Joseph Kamel, naturalista e botânico
do século XVII, que viveu nas Filipinas, onde faleceu, e que a si
próprio se apelidava de "Pater Camellus".