Parlamento ucraniano confirma saída de ministro da Defesa

Ucrânia

Hoje 16:29 — Lusa/AO Online

De acordo com um comunicado da Verkhovna Rada (parlamento), 265 deputados aprovaram a saída de Shmyhal como condição para que este assuma o Ministério da Energia, um cargo manchado pelo escândalo de corrupção que levou às demissões da anterior ministra Svitlana Hrynchuk e do ex-ministro da Justiça German Galushchenko, no final de 2025.No entanto, segundo a agência estatal Ukrinform, Shmygal não obteve o número de votos necessário dos 395 deputados que atualmente compõem o parlamento para acumular a Energia com o cargo de vice-primeiro-ministro.Antes de ocupar a pasta da Defesa, em julho do ano passado, Denys Shmygal foi primeiro-ministro durante cinco anos.O Ministério da Energia esteve no centro de uma operação especial do Gabinete Nacional Anticorrupção, após a descoberta de provas de uma rede destinada a exercer influência sobre empresas estatais, incluindo a Energoatom. Artem Nekrasov desempenhava as funções de ministro interino desde o início da investigação.Em relação à Defesa, segundo o deputado Yaroslav Zelezhnyak, em declarações à Ukrinform, o líder ucraniano já solicitou formalmente ao parlamento que aprove a transição de Mykhailo Fedorov, em substituição de Shmyhal.A demissão de Fedorov da pasta da Transformação Digital foi também aprovada hoje pela Verkhovna Rada, com 270 votos a favor.Aos 34 anos, Fedorov é um dos políticos emergentes da Ucrânia e uma figura central no ambicioso processo de digitalização da administração pública, iniciado por Kiev desde que Zelensky assumiu a presidência em 2019.Enquanto ministro da Transformação Digital, Fedorov liderou uma iniciativa para equipar o Exército ucraniano com um grande número de drones através de doações privadas e aumentar os recursos para enfrentar a invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022.Quanto ao líder do SBU, Zelensky anunciou a sua saída no início deste mês.Vários generais e outras figuras influentes no aparelho militar e de segurança da Ucrânia manifestaram o seu apoio a Maliuk antes de Zelensky o demitir oficialmente.A comissão parlamentar de Segurança Nacional, Defesa e Informações não apoiou, na segunda-feira, a sua destituição, remetendo a decisão para a Verkhovna Rada, que endossou a proposta do Presidente, com 235 votos, apenas nove acima dos necessários.O Presidente ucraniano ainda não anunciou publicamente o seu sucessor.