Parlamento recomenda ao Governo que reabilite tribunais dos Açores
Hoje 11:21
— Lusa/AO Online
As duas
resoluções da Assembleia da República, apresentadas pelo Chega e
aprovadas por maioria no dia 25 de junho, foram publicadas em
Diário da República.Numa das iniciativas, é
recomendado ao executivo liderado por Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) que
“promova, com caráter de urgência, um plano integrado de reabilitação,
conservação e modernização dos edifícios dos tribunais da Região
Autónoma dos Açores”.Segundo a resolução, o
executivo deve apresentar um cronograma das intervenções e uma
estimativa orçamental, dando prioridade ao Tribunal Judicial da Comarca
dos Açores e ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada.O
parlamento recomendou ainda que o Governo faça uma “avaliação técnica
dos edifícios judiciais” dos Açores, com “identificação e correção das
deficiências em matéria de segurança, salubridade, acessibilidade,
climatização, ventilação e instalações elétricas”.A
resolução defende que o executivo deve adotar “as medidas necessárias
para assegurar condições específicas de valorização e estabilidade para
os funcionários judiciais da região”, tendo em conta “as especificidades
da insularidade e da ultraperiferia”.Deve
também promover “a modernização tecnológica dos tribunais açorianos,
assegurando sistemas informáticos eficazes, equipamentos adequados e
meios de conectividade fiáveis, com vista à melhoria da tramitação
processual”.Numa segunda resolução, o
Parlamento recomenda ao Governo que “promova a realização, com caráter
de urgência, de uma avaliação técnica independente à estrutura do
edifício do Palácio da Justiça da Praia da Vitória, na ilha Terceira",
também no arquipélago dos Açores, "mediante peritagem que averigue o
estado de conservação, a segurança estrutural e as condições de
utilização do edifício”.O executivo deve
divulgar os resultados da avaliação e apresentar “um plano de
intervenção para a requalificação profunda ou, se tal se justificar,
para a eventual substituição do edifício, caso a avaliação confirme a
existência de problemas estruturais ou riscos para trabalhadores e
utentes”.A iniciativa defende ainda que o
Governo “adote as medidas necessárias para garantir condições dignas e
adequadas de funcionamento do tribunal e o cumprimento dos requisitos de
segurança e acessibilidade, até à realização de uma intervenção
estrutural definitiva”.As duas resoluções
do Chega foram aprovadas pelo proponente e por PS, IL, BE, PAN e JPP,
com os votos contra de PSD e CDS-PP e a abstenção de Livre e PCP.Após
a votação, a deputada do Chega à Assembleia da República eleita pelos
Açores, Ana Martins, lamentou que os partidos que suportam o Governo
tenham optado por “não acompanhar” as propostas apresentadas pelo
partido.“Esta é uma posição difícil de
compreender quando está em causa a preservação de infraestruturas
essenciais ao funcionamento da Justiça e a proteção de quem nelas
trabalha ou delas depende”, afirmou, na altura, a deputada do Chega,
citada em comunicado.