Parlamento Europeu aprova novas regras e lista para países terceiros seguros
Migrações
Hoje 16:44
— Lusa/AO Online
Na
sessão plenária, na cidade francesa de Estrasburgo, os eurodeputados
aprovaram o acordo sobre o regulamento relativo à aplicação do conceito
de país terceiro seguro, com 396 a favor, 226 contra e 30 abstenção.Os
Estados-membros poderão declarar inadmissível um pedido de asilo
apresentado por um cidadão não nacional desse país quando exista uma
ligação relevante (como laços familiares, permanência anterior ou
vínculos culturais), quando o requerente tenha transitado por esse país e
pudesse aí ter pedido proteção, ou quando exista um acordo.Na
mesma ocasião, e com 408 votos a favor, 184 votos contra e 60
abstenções, o Parlamento aprovou a criação de uma lista da UE de países
terceiros de origem seguros, da qual fazem parte Bangladesh, Colômbia,
Egito, Kosovo, Índia, Marrocos e Tunísia, permitindo que os pedidos
apresentados por nacionais destes países sejam tratados de forma
acelerada.Nestes casos, caberá ao
requerente demonstrar que enfrenta um risco concreto de perseguição ou
de danos graves caso regresse ao seu país.As
novas regras estabelecem ainda que os países candidatos à adesão à UE
sejam, em princípio, considerados seguros, salvo exceções como conflitos
armados, taxas elevadas de reconhecimento de asilo na UE ou a imposição
de sanções económicas por violações graves de direitos fundamentais.Os acordos ainda têm de ser formalmente adotados pelo Conselho da UE.A
atual gestão migratória da União Europeia assenta, de acordo com as
instituições comunitárias, numa tentativa de criar um regime comum que
responda aos fluxos, equilibrando segurança, solidariedade entre
Estados-membros e respeito pelos direitos humanos.Este
continua a ser um tema político sensível, já que medidas como a criação
de uma lista de países seguros de origem para acelerar a rejeição de
pedidos têm sido alvo de críticas de organizações de direitos humanos,
que alertam para possíveis riscos de direitos vulneráveis.