Parlamento elege quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional
Hoje 12:14
— Lusa/AO Online
Dos 230 deputados, votaram 203 e registaram-se 19 brancos e 12 nulos.Após
sucessivos adiamentos ao longo da atual sessão legislativa, PSD, Chega e
PS entregaram no passado dia 29 de maio uma lista conjunta de
candidatos para substituir quatro juízes no TC.O
PSD indicou Joaquim Cardoso da Costa, ex-secretário de Estado e atual
diretor do Centro Jurídico do Estado, e a professora catedrática Maria
Paula Ribeiro Faria.Em relação aos outros
dois nomes, a candidata indicada pelo PS, Gabriela Cunha Rodrigues, é
juíza desembargadora e exerce atualmente as funções de chefe de gabinete
do presidente do Supremo Tribunal de Justiça; e o Chega propôs Luís
Filipe Brites Lameiras, que foi juiz desembargador nos tribunais da
Relação de Lisboa e do Porto.Dos quatro
juízes a substituir pelo parlamento, José António Teles Pereira e
Gonçalo Almeida Ribeiro, que renunciaram ao cargo em 01 de outubro do
ano passado, tinham sido eleitos por proposta do PSD, enquanto Joana
Fernandes Costa e José João Abrantes foram eleitos por proposta do PS.Além
destes três casos de juízes que ultrapassaram o respetivo mandato de
nove anos no TC, em maio, o presidente do Tribunal Constitucional, José
João Abrantes, comunicou que decidiu renunciar às funções de juiz deste
tribunal, com efeitos a partir da posse do seu substituto. Invocou, para
o efeito, "razões pessoais e institucionais".Os deputados votaram também nos
representantes indicados pelo Parlamento para o Mecanismo Nacional de
Monitorização da Implementação da Convenção Nacional sobre Direitos das
Pessoas com Deficiência.Nesta eleição, em que apenas se requeria maioria simples, registaram-se 191 votos a favor, 14 brancos e dois nulos.O
Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre
os Direitos das Pessoas com Deficiência (Me-CDPD) é um organismo
independente criado para promover, proteger e fiscalizar a aplicação
desta convenção em Portugal, funciona junto da Assembleia da República e
tem um mandato de cinco anos.