Parlamento dos Açores lamenta morte de "notável político"
Óbito/Freitas do Amaral
4 de out. de 2019, 09:27
— Lusa/AO Online
Freitas do Amaral,
refere a nota enviada pelo gabinete de Ana Luís às redações,
"desempenhou um papel histórico e relevante na política portuguesa,
tanto como "cofundador e líder do partido do CDS" quer pelas "funções
parlamentares e governativas que exerceu ao longo da sua carreira
política". "Internacionalmente,
desempenhou funções de prestígio, nomeadamente como presidente da
Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Destacou-se, também,
na vida académica nacional à qual se dedicou com elevado sentido de
responsabilidade e empenho cívico", concretiza a socialista, presidente
do parlamento dos Açores.O fundador do CDS e ex-ministro Diogo Freitas do Amaral morreu hoje, aos 78 anos, disse à agência Lusa fonte da família.Diogo
Pinto Freitas do Amaral, professor universitário, nasceu na Póvoa de
Varzim em 21 de julho de 1941. Foi líder do CDS, partido que ajudou a
fundar em 19 de julho de 1974, vice-primeiro-ministro e ministro em
vários governos.Freitas do Amaral, que
estava internado desde 16 de setembro, fez parte de governos da Aliança
Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais tarde do PS, entre 2005 e
2006, após ter saído do CDS em 1992.No
final de junho deste ano, Freitas do Amaral lançou o seu terceiro livro
de memórias políticas, intitulado "Mais 35 anos de democracia - um
percurso singular", que abrange o período entre 1982 e 2017, editado
pela Bertrand.Nessa ocasião, em que contou
com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o
primeiro líder do CDS e candidato nas presidenciais de 1986 – que perdeu
para Mário Soares - recordou o seu "percurso singular" de intervenção
política, afirmando que acentuou valores ora de direita ora de esquerda,
face às conjunturas, mas sempre "no quadro amplo" da democracia-cristã.Líder
do CDS, primeiro-ministro interino, ministro em governos à esquerda e à
direita, presidente da Assembleia-Geral da ONU, disse em entrevista à
agência Lusa quando já se encontrava doente, em junho de 2019, que
sofreu “um bocado” com a derrota nas presidenciais de 1986, embora tenha
conseguido dar a volta, com “uma carreira de um tipo diferente” e
partir para "uma série de pequenas vitórias".