Parlamento dos Açores discute alterações ao estatuto dos assistentes educativos
7 de mar. de 2023, 05:46
— Lusa/AO Online
A
proposta socialista defende a criação de um novo estatuto do pessoal
assistente que assegure “critérios mais transparentes” na definição do
rácio de funcionários por escola, ao passo que o executivo defende a
introdução de novos critérios para definir a dotação mínima de
assistentes operacionais por cada unidade orgânica.Ambas
as propostas surgem devido às sucessivas queixas sobre a falta de
pessoal auxiliar nos estabelecimentos de ensino da região, que segundo
pais e professores, tem dificultado o devido acompanhamento dos alunos.Os
deputados regionais vão ainda apreciar uma proposta da Iniciativa
Liberal que pretende criar o SIFROTA, um sistema de inventivo à
renovação das frotas dos operadores marítimos de tráfego local, que
inclui apoios não reembolsáveis de 75% do total dos investimentos que
venham a ser feitos pelas empresas regionais na renovação dos seus
navios.O executivo liderado pelo
social-democrata José Manuel Bolieiro apresenta também nesta sessão
parlamentar uma proposta de alteração ao sistema de incentivos à
produção de energia a partir de fontes renováveis, conhecido por
Proenergia, que introduz um aumento na comparticipação de sistemas de
armazenamento dos painéis solares.O Bloco
de Esquerda propõe, neste plenário, a distribuição gratuita de produtos
de saúde menstrual e o PAN, partido das Pessoas, Animais e Natureza,
defende um reforço das medidas para a erradicação do vírus do papiloma
humano na população feminina açoriana.Os
três partidos que formam o Governo apresentam também um projeto para que
seja realizado um estudo de diagnóstico das necessidades docentes na
região para os próximos dez anos, e o deputado independente quer que
seja criado um apoio monetário para melhoria da eficiência energética
nas moradias.Da ordem de trabalhos da
sessão de março do plenário faz ainda parte uma proposta do BE que
defende a manutenção do cineteatro Miramar, em Rabo de Peixe, ilha de
São Miguel, na esfera do Teatro Micaelense, gerido pelo Governo
Regional, no sentido de evitar a sua alienação.