Parlamento dos Açores defende maior concertação com as Canárias
Hoje 17:06
— Lusa/AO Online
Joaquim Machado, que
recebeu hoje o vice-presidente da Comissão de Transição Ecológica e
Energia do parlamento das Canárias, no âmbito do Encontro Parlamentar
Açores–Canárias. recordou que “a condição ultraperiférica traz consigo
desvantagens que têm de ser devidamente reconhecidas pelas instâncias
europeias”. Para o vice do parlamento
açoriano, citado em nota de imprensa, a visita dos representantes das
Canárias “reforça a relação de proximidade entre duas regiões insulares
ultraperiféricas, que partilham desafios semelhantes, mas também
ambições comuns”.Joaquim Machado salientou
o percurso dos Açores na aposta nas energias renováveis e na transição
energética, recordando que a região tem “um longo histórico neste
domínio, que remonta ao ano de 1980”, desde o aproveitamento da energia
geotérmica e eólica até aos mais recentes investimentos na produção
descentralizada de energia através de sistemas fotovoltaicos. O
vice-presidente do parlamento açoriano salientou que os Açores e as
Canárias partilham uma “responsabilidade acrescida” na preservação dos
recursos naturais e da biodiversidade atlântica, defendendo que a
sustentabilidade ambiental “constitui um eixo estratégico para ambas as
regiões”.Neste contexto, Joaquim Machado
destacou o contributo pioneiro dos Açores, “internacionalmente
reconhecido”, com a criação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas,
sublinhando que “o Atlântico tem nos Açores um aliado decisivo e
determinado".No quadro da preparação do
próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, Joaquim Machado
defendeu que deve “contemplar os constrangimentos e as oportunidades das
regiões ultraperiféricas, nomeadamente nas áreas da competitividade,
segurança e defesa”.Joaquim Machado
reiterou ainda a importância da manutenção de instrumentos europeus como
o POSEI- Programa de Opções Específicas para fazer face ao afastamento e
à insularidade, por constituírem “mecanismos essenciais para garantir a
coesão económica, social e territorial”.