Parlamento dos Açores debate reposição de pensões de ex-trabalhadores da Base das Lajes
12 de jul. de 2021, 18:08
— Lusa/AO Online
De
acordo com as propostas a que a Lusa teve acesso, o tema sobe a
plenário por proposta conjunta do PSD, CDS e PPM (partidos que formam o
Governo Regional), mas também por iniciativa do Bloco de Esquerda, com
vista a atualizar a idade de acesso às pensões e de eliminar o “fator de
sustentabilidade” dos regimes de antecipação das pensões da Segurança
Social. As
duas antepropostas de lei consideram existir um “tratamento
discriminatório” dado aos ex-funcionários da base aérea norte-americana
das Lajes, que requereram a aposentação entre 2015 e 2018, situação que
entendem ser necessário agora corrigir. Em
causa está o facto de, em 2015, os Estados Unidos terem reduzido o
contingente laboral português na Base das Lajes para um mínimo de 165
efetivos, situação que provocou a redução de cerca de 500 postos de
trabalho diretos. Segundo
os proponentes, os trabalhadores que, na altura, foram obrigados a
solicitar a aposentação antecipada, estão a ser penalizados com cortes
nas pensões, devido à aplicação do fator de sustentabilidade, uma regra
criada em 2007 para assegurar a sustentabilidade das pensões da
Segurança Social, através da penalização das reformas antecipadas. A
Assembleia Legislativa dos Açores, cujos trabalhos começam na
terça-feira, vai também apreciar duas propostas do PS que defendem a
aplicação de medidas de reforço dos incentivos à contratação de jovens, e
a adoção de iniciativas com vista ao relançamento do setor do leite e
dos lacticínios no arquipélago. Os
57 deputados regionais vão ainda analisar uma proposta do PSD que exige
um apoio extraordinário ao rendimento dos pescadores açorianos, uma
proposta do CDS, que propõe a vacinação dos estudantes do ensino
superior, e outra proposta do BE que defende “justiça e equidade” na
contabilização do tempo de serviço dos técnicos de diagnóstico e
terapêutica. A
ordem de trabalhos da sessão de julho do parlamento açoriano inclui
ainda a apresentação do 1º orçamento suplementar da Assembleia para o
ano de 2021 (apenas para aplicar o saldo de gerência do ano anterior, no
valor de 618 mil euros), e ainda a discussão da Conta da Região
relativa a 2019. Na
altura, o Tribunal de Contas emitiu diversas reservas sobre a
legalidade, correção financeira e omissões, relativamente à Conta da
Região de 2019, da responsabilidade do anterior governo socialista,
presidido por Vasco Cordeiro, recomendando a adoção de medidas nos
domínios da programação orçamental e respetiva execução, e ainda da
consolidação de contas e da tesouraria. O
parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, em representação de
oito forças políticas (PS, PSD, CDS, PPM, Chega, Bloco, IL e PAN). Na
atual legislatura, 25 deputados são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP,
dois do Chega, dois do PPM, dois do BE, uma da Iniciativa Liberal e um
do PAN.O
Governo dos Açores é suportado no parlamento pelos partidos que integram
o executivo (PSD, CDS, PPM), pela Iniciativa Liberal e pelo Chega.