Parlamento dos Açores corta 50% no aumento das subvenções partidárias
8 de abr. de 2025, 09:30
— Lusa/AO Online
A
medida foi apresentada pelo presidente do parlamento açoriano, Luís
Garcia, numa reunião realizada na Horta, na qual disse ter-se chegado a
um entendimento com a maioria dos oito partidos com assento parlamentar
(PSD, PS, CH, CDS, IL, BE, PAN e PPM), para reduzir de 655 mil euros
para 327,5 mil euros o aumento dos apoios às forças políticas.“Eu
saúdo esse esforço de responsabilidade e de diálogo. Não foi um parto
fácil, é verdade! As pessoas tiveram, a maior parte, disponibilidade
para fazer este corte”, admitiu o parlamentar social-democrata,
lembrando que esta alteração na orgânica dos serviços da Assembleia
acaba por ter também implicações no funcionamento dos grupos e
representações parlamentares.Apenas o
Chega se absteve na votação desta alteração, em sede de comissão
parlamentar, reservando para o plenário uma eventual discussão mais
alargada sobre o assunto.O partido já fez
saber, entretanto, em comunicado, que “exige” que este corte “seja mais
radical” e que os partidos “devem continuar a receber aquilo que já
recebiam”, sem qualquer aumento.“O Chega
não concorda com estes aumentos, já o disse publicamente e está a
apresentar propostas para que o corte no financiamento dos partidos vá
mais além nos Açores”, refere José Pacheco, líder parlamentar,
acrescentando que “os políticos e os seus partidos não podem continuar a
ser financiados além do que é justo”.De
acordo com a lei do financiamento dos partidos, cada força política com
assento parlamentar tem direito a dois salários mínimos e meio por cada
deputado eleito, valor que estava congelado, no entanto, desde 2017, e
que foi agora atualizado, por via de uma alteração aprovada durante o
debate e votação do Orçamento de Estado para 2025.Segundo
Luís Garcia, essa atualização faria aumentar “substancialmente”, o
valor das subvenções pagas aos partidos políticos nos Açores, que em
2023, por exemplo, receberam cerca de 900 mil euros e que este ano iriam
receber perto de 1,5 milhões de euros.A
Assembleia Legislativa dos Açores iria gastar, por isso, mais 655 mil
euros, só este ano, valor que será agora reduzido para metade, por via
desta alteração à orgânica do parlamento, que terá de ser aprovada
também pelo plenário.A CAPADS aprovou,
também por maioria, uma proposta de orçamento suplementar da Assembleia
Regional para este ano, para incluir o saldo de gerência de 2024, que se
cifrou em 1,5 milhões de euros, verba que será utilizada na valorização
dos salários dos funcionários, no descongelamento dos salários dos
políticos, na aquisição de mobiliário e na compra de equipamento
técnico.Com esta atualização, o orçamento
da Assembleia Regional de 2025 passa dos atuais 15,4 milhões de euros
para quase 17 milhões de euros.