Parlamento dos Açores chumba reforço de comissões de dissuasão de toxicodependências
15 de jan. de 2020, 10:05
— Lusa/AO Online
A proposta social-democrata foi
chumbada com os votos contra do PS, enquanto o CDS optou pela abstenção
e os restantes partidos no parlamento dos Açores (PSD, BE, PCP e PPM)
votaram a favor, assim como a deputada independente Graça Silveira.“A sua proposta não trouxe nada de novo”, disse João Paulo Ávila, do PS, dirigindo-se ao parlamentar do PSD Carlos Ferreira.E
o socialista concluiu afirmando que “não é com propostas destas que o
PSD respeita todos os técnicos” que trabalham nas atuais comissões de
dissuasão das toxicodependências.O PSD
propunha a criação de comissões de dissuasão de toxicodependências em
todas as ilhas, em vez de apenas três, como acontece atualmente, assim
como o seu reforço de meio humanos e materiais.O
final do debate sobre a proposta do PSD foi marcado por acusações e
insinuações ao Plano de Ação e Prevenção de Comportamentos Aditivos e
Dependências em vigor no arquipélago.“Espero
estar muito enganado, mas, na minha opinião, este plano é uma fraude, é
um embuste político, porque nunca existiu nem foi remetido aos técnicos
que o deviam implementar”, declarou Carlos Ferreira, deputado
social-democrata.As dúvidas lançadas por
Carlos Ferreira são baseadas no facto de este plano, em vigor desde
2017, conter referências bibliográficas a documentos e legislação
publicados em 2018, ou seja, em data posterior à sua elaboração.“Quem
falsificou isto, falsificou muito mal”, disse por seu turno Paulo
Estêvão, deputado do PPM, acrescentando que foi elaborado um documento
com data de 2017 e depois colocadas "seis em sete referências
bibliográficas com data posterior”.As
suspeitas e acusações de falsificação suscitaram o protesto do
secretário regional dos Assuntos Parlamentares, Berto Messias, que
recusou a ideia de que o executivo socialista estaria a “falsificar”
documentos públicos, justificando as alegadas divergências de datas com
as “atualizações” normais a que o documento estaria sujeito.“Não
admitimos nem admitiremos esse tipo de terminologia no debate político,
envolvendo o Governo dos Açores. Nós não falsificámos qualquer tipo de
documento”, garantiu o governante, apesar da insistência do deputado
monárquico.