Parlamento dos Açores aprova votos de congratulação pela Venezuela e de protesto pelo Irão

Hoje 15:29 — Lusa/AO Online

O voto de congratulação, apresentado pela bancada parlamentar do Chega, foi aprovado por maioria com votos a favor do Chega (cinco), abstenções do PSD (23), PS (23), CDS-PP (dois), PPM (um) e IL (um) e votos contra do BE (um) e PAN (um).Já o voto de protesto, submetido pela representação parlamentar do BE, foi aprovado por unanimidade.Na apresentação do voto de congratulação pela libertação da Venezuela e da queda da esquerda autoritária, a deputada do Chega Olivéria Santos referiu que no dia 03 de janeiro o Presidente Nicolás Maduro foi preso, durante uma operação das forças dos Estados Unidos da América, “uma data e um feito que marcou o início do fim de uma ditadura imposta por um homem que só levou à destruição da Venezuela e à vida miserável dos seus cidadãos”.“Para quem acredita verdadeiramente na democracia, na liberdade e na dignidade humana, o dia 03 de janeiro de 2026 representou a queda de mais um regime de esquerda autoritário que falhou em tudo o que prometeu, tendo sido apenas eficaz na opressão do seu próprio povo”, disse.No voto refere-se que “o caminho que se segue será difícil, exigente e cheio de desafios”, mas no país “há uma diferença fundamental: agora existe esperança. Agora existe a possibilidade real de reconstruir um país livre, com eleições verdadeiras, imprensa independente e instituições ao serviço dos cidadãos e não de uma casta política”.Já no voto de protesto do BE pela repressão das autoridades iranianas à mobilização popular no Irão, lê-se que o povo iraniano “voltou a sair à rua numa mobilização massiva, transformando a reivindicação económica num combate aberto pela liberdade e dignidade”.“A génese desta atual vaga de protestos radica na decisão do Governo da República Islâmica do Irão de eliminar subsídios a bens alimentares essenciais, medida que resultou num aumento abrupto da inflação e na perda de poder de compra, agravando significativamente os índices de pobreza e desigualdade no país”, referiu o deputado do BE António Lima.O BE referiu que a resposta do Estado iraniano às reivindicações “tem-se caracterizado pelo recurso sistemático à força”.Segundo António Lima, além da sua natureza de protesto, o voto tem como objetivo “manifestar solidariedade com o povo iraniano que, em contexto de adversidade socioeconómica e de repressão política, se mobiliza na defesa dos seus direitos sociais, económicos e liberdades civis”.“Ao condenar o uso da força por parte das autoridades iranianas, bem como a restrição arbitrária do acesso à informação e às comunicações digitais, instando ao cumprimento das obrigações internacionais em matéria de direitos humanos, quer-se também reafirmar que o futuro político do Irão deve ser determinado pelo seu povo, livre de repressão interna e de ingerências externas”, concluiu.