Parlamento dos Açores aprova sistema de apoio de emergência climática
22 de abr. de 2022, 16:59
— Lusa/AO Online
As
bancadas do PSD (20 deputados), CDS-PP(3), PPM(2), que suportam o
Governo dos Açores, a par da IL (1), Chega(1) e deputado independente
votaram a favor do Decreto Legislativo Regional, o BE (2) e o PAN (1)
votaram contra e o PS (24) absteve-se.O
secretário regional do Ambiente e das Alterações Climáticas, Alonso
Miguel, considerou, na apresentação do diploma que, “com a criação deste
regime”, se pretende “dotar a região de instrumentos para a
implementação de medidas excecionais, permitindo, no âmbito da
ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos no arquipélago, apoiar
as populações afetadas e fazer face aos prejuízos patrimoniais".Pretende-se
"no imediato, minimizar os danos sofridos, quando estes não sejam
abrangidos por outros sistemas de apoio em vigor”, salvaguardou.Alonso
Miguel explicou que a intenção é, “também, reforçar a capacidade da
região para a realização de investimentos em projetos de combate às
alterações climáticas ou que minimizem os seus efeitos nas populações”.“Nessa
medida, pretende-se que este regime apoie investimentos públicos
destinados à mitigação dos impactos das alterações climáticas ou da
ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, a executar diretamente
pela Administração Pública Regional ou pela administração pública
local", declarou o titular da pasta do Ambiente.
Serão estabelecidos para o efeito, contratos "ao abrigo do regime de
cooperação técnica e financeira entre a administração regional e a
administração local”. O
governante salvaguardou que o financiamento da medida "será assegurado
através da afetação direta de recursos financeiros provenientes da
aplicação da taxa sobre a disponibilização de sacos de plástico".O
parlamentar social-democrata Marco Costa destacou que o diploma agora
viabilizada assegura “transparência e equidade na distribuição de apoios
aos lesados” pelas alterações climáticas, a par do facto de a
informação passar a ser “publica e publicada”, indo de “encontro à
resolução dos problemas dos açorianos em concreto”.O
centrista Rui Martins considerou que o Fundo Ambiental nacional “poderá
não ser tão ágil” na resposta imediata às populações atingidas por
fenómenos extremos gerados pelas alterações climáticas. “O Governo Regional fica com este instrumento” para agir com celeridade, vincou.O
socialista José Contente destacou a ausência de um estudo financeiro,
algo que havido sido justificado pela maioria de direita como um dos
vários argumentos usados no dia anterior para inviabilizar uma proposta
do PAN para criar um fundo regional ambiental.Para
o deputado do PS, o diploma não vai sanar todas as questões, o que no
passado já foi feito através de outras medidas pelos governos regionais.O
deputado do Bloco António Lima considerou esta iniciativa legislativa
do Governo Regional uma “resposta clara a outra proposta”, numa alusão à
proposta do PAN do fundo ambiental regional.António
Lima disse que se “tenta fazer crer que é uma medida que promove a
celebridade e rapidez, que não é conseguida nesta proposta”.O
parlamentar apontou a sua “morosidade administrativa e uma camada
burocrática” na atribuição dos apoios, quando “a vantagem seria a
rapidez de decisão”.José
Pacheco (Chega) referiu que, “para os açorianos, interessa é as coisas
acontecerem” e fazer-se face às suas necessidades em casos de catástrofe
natural.“Necessita-se, cada vez mais, de um Governo cada vez com esta sensibilidade”, disse. Para
Nuno Barata (IL), “faltava um regime jurídico e financeiro para acudir a
estas situações”, o que obrigava os governos a recorrer a outros meios
para ajudar as famílias confrontadas com intempéries naturais, como
aconteceu nas freguesias dos Mosteiros e Feteiras, na ilha de São
Miguel, a 27 de setembro de 2021 e a 31 de dezembro de 2021.O
deputado independente Carlos Furtado apontou que se “aguardavam várias
semanas por meios para acudir aos problemas” das famílias vitimadas
pelas alterações climáticas”, sendo que esta medida apenas peca por “já
vir tarde”.O
deputado do PAN Pedro Neves considerou que a sua iniciativa de criar um
Fundo Regional Ambiental “iria atender às necessidades das pessoas”.O
parlamentar disse que usar receita da taxa sobre sacos plásticos é
“profundamente reduzido”, sugerindo que se use a taxa turística regional
para “ajudar as famílias”.