Parlamento dos Açores aprova novo sistema de incentivos às empresas de 360ME
20 de abr. de 2023, 05:49
— Lusa/AO Online
O programa foi aprovado
em votação final global com 21 votos a favor do PSD, dois do CDS-PP,
dois do PPM, um do Chega e um da IL, 24 abstenções do PS e uma do
deputado independente e dois votos contra do BE.PAN,
BE, deputado independente, PS e PSD/CDS-PP/PPM apresentaram propostas
de alteração ao programa durante a sessão que decorreu no plenário da
Assembleia Regional, na Horta.Na
apresentação do diploma, o secretário das Finanças do executivo
açoriano, Duarte Freitas, afirmou que o novo programa junta o
investimento em “capital fixo, capital humano e formação” e vai ter uma
“maior exigência de capitais próprios”.“Entendemos
que é relevante – e foi esse o 'feedback' que tivemos das associações
empresariais – termos esta maior exigência em capitais próprios para que
possa ser assegurada a concretização dos investimentos”, declarou.Duarte
Freitas realçou a “profunda preocupação com a economia circular e com
os produtos endógenos” e adiantou que a majoração dos apoios vai ter
como critério o concelho e não a ilha de origem.“Estes
360 milhões de euros para financiar este Construir 2030 estão
envolvidos não só em opções estratégicas, mas também em alguns caminhos
que já foram sendo trilhados”, assinalou.No
debate, o deputado do PS Carlos Silva criticou o Governo Regional por
criar um “vazio legal” que fez com que as empresas ficassem 14 meses sem
um sistema de incentivos e condenou a “falta de transparência” do
executivo ao não apresentar a regulamentação do Construir 2030.“Não
conhecemos as áreas a apoiar, nem as taxas de incentivo, nem as
majorações. O senhor secretário quer que o parlamento passe um cheque em
branco ao governo”, questionou o socialista.O
social-democrata António Vasco Viveiros destacou as diferenças do
Construir 2030 face ao anterior sistema de incentivos (Competir+),
exemplificando com a qualificação de recursos humanos e a exigência de
autonomia financeira.O líder do BE/Açores,
António Lima, avisou que o sistema de incentivos vai financiar
“projetos que não trazem qualquer mais-valia à região”, enquanto Paulo
Estêvão, do PPM, defendeu que a região está “no caminho certo” ao ter o
“maior número de empregados da história”.O
deputado do CDS-PP Pedro Pinto elogiou a vertente do novo
sistema destinada às pequenas empresas, uma vez que nos Açores “98% do
tecido empresarial é constituído por micro e pequenas empresas”.O
liberal Nuno Barata também realçou os apoios destinados às pequenas
empresas, mas criticou o programa na generalidade por ir a “reboque do
corporativismo do costume”.Pedro Neves, do
PAN, alertou para a necessidade de os financiamentos terem em conta a
sustentabilidade e o combate às alterações climáticas.O
independente Carlos Furtado defendeu que é preciso criar um “mecanismo
justo para avaliar o capital próprio das empresas” e o parlamentar do
Chega, José Pacheco, afirmou que os “apoios não podem ir para quem cria
concorrência desleal aos pequenos negócios”.O
sistema vai ter linhas de apoio dirigidas aos “negócios estruturantes”,
à “base económica local”, ao “jovem investidor” e aos “pequenos
negócios”.