Parlamento dos Açores aprova compensação por caducidade de contrato para professores
6 de jul. de 2022, 09:58
— Lusa/AO Online
Apresentada
pelos grupos parlamentares que suportam o Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM), a alteração ao Decreto Legislativo Regional pretendeu
“dissipar qualquer interpretação que não seja a aplicação ao pessoal
docente do regime jurídico da compensação por caducidade previsto” na
Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.Na
apresentação do diploma, o deputado do PSD Joaquim Machado referiu que
esta lei de 2014 “confere ao trabalhador o direito a uma compensação
pela caducidade do contrato de trabalho a termo certo ou incerto”.Esta
norma “veio a aplicar-se ao pessoal docente, mesmo nos casos em que se
regista a celebração de novo contrato sem interrupção do exercício de
funções”, descreveu.“Todavia, entendimento
diverso tiveram os anteriores governos regionais dos Açores, expresso
no Estatuto do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos
Básico e Secundário na Região Autónoma dos Açores, com a introdução de
norma contrária àquele direito”, alertou.De
acordo com o deputado, “o desvirtuamento do instituto jurídico da
compensação por caducidade foi também materializado em sucessivas
disposições orçamentais, fortemente penalizadoras para o pessoal
docente”. “Os orçamentos da Região
Autónoma dos Açores de 2016 a 2020, inclusive, determinaram que tal
compensação não era devida quando a celebração de um novo contrato
ocorresse até 31 de dezembro do ano letivo seguinte e, por essa razão,
só era paga a partir do dia 01 de janeiro subsequente”, notou.O
parlamentar indicou ainda que o atual Governo “veio repor a justiça que
é devida ao pessoal docente, deixando de inscrever tal norma nos
orçamentos da sua responsabilidade”.“Ainda
assim”, prosseguiu, “subsistiam dúvidas na aplicação integral do
princípio definido na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas”.Isto
porque, disse, se mantinha “no Estatuto da Carreira do Pessoal Docente
da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário norma com ele
conflituante”.