Parlamento dos Açores aprova apoio anual para incentivar voluntariado dos bombeiros
16 de out. de 2024, 09:22
— Lusa/AO Online
“Relativamente ao
incentivo direto ao voluntariado, propomos a atribuição de um apoio
anual correspondente a 50% do rendimento mínimo mensal garantido a todos
os bombeiros que cumprem 200 horas de trabalho operacional em regime de
voluntariado”, avançou o secretário do Ambiente e Ação Climática.Alonso Miguel, que tutela a Proteção Civil, falava no plenário da Assembleia Legislativa, que decorre esta semana na Horta.A
proposta do executivo açoriano para adaptar o regime
jurídico aplicável aos bombeiros portugueses no território continental à
região foi aprovada por unanimidade.Foi
também aprovada uma proposta de alteração do PS para que os bombeiros
voluntários dos quadros de comando e ativo tenham "direito ao reembolso
de 50% das despesas suportadas com centros de atividades de tempos
livres”, que mereceu os votos contra de PSD, CDS-PP e PPM.Foram
igualmente aprovadas propostas de alteração do BE para estabelecer a
escolaridade obrigatória no acesso à carreira e para clarificar o mês de
atribuição do apoio ao voluntariado, que, após consenso entre os
partidos, ficou definido em dezembro.De
acordo com o secretário regional, a proposta assegura ainda “majorações
das relativas no âmbito da educação, apoio à habitação e benefícios no
acesso à saúde”, além de “facilitar as condições de passagem à reforma”.“A
nossa intenção com esta proposta é que o pagamento dos 50% do valor
apurado a assumir pelo bombeiro [em caso de reforma antecipada] possa
ser suportado pelo Governo Regional dos Açores, desonerando por completo
o bombeiro”, detalhou Alonso Miguel.Antes
do diploma sobre o Estatuto Social dos Bombeiros, o parlamento açoriano
reprovou um projeto de decreto legislativo do PAN para criar o Estatuto
dos Bombeiros Profissionais da Região Autónoma dos Açores, com os votos
contra de PSD, CDS-PP, PPM e a abstenção do PS (Chega, BE, IL e PAN
votaram a favor).O deputado do PAN Pedro
Neves defendeu a “justiça” da proposta, alertando para os baixos
salários auferidos pelos bombeiros e rejeitando “pensos rápidos”, mas o
Governo Regional considerou que a iniciativa não ia ao encontro das
pretensões dos bombeiros e das associações humanitárias.