Parlamento aprova voto em braile e subida da paridade nas listas à Assembleia Legislativa dos Açores
Hoje 16:07
— Lusa/AO Online
A iniciativa foi aprovada por maioria, em votação final global, com 214 votos a favor e três abstenções.O
parlamento dos Açores, na Horta, tinha aprovado, no dia 02 de junho de
2025, uma anteproposta do BE de alteração da Lei Eleitoral da região
para incluir o voto em braile e subir a paridade nas listas para 40%, em
linha com outras eleições no país.Segundo
o texto da proposta de lei, com a alteração pretende-se, por um lado,
assegurar a possibilidade de exercício do direito de voto nas eleições
para a ALRAA por eleitores com deficiência visual “sem necessidade de
auxílio de terceiros para o preenchimento do boletim de voto” e, por
outro, reforçar a paridade entre homens e mulheres nas listas de
candidatos à Assembleia Legislativa, “aumentando a representação mínima
de 33% para 40% de cada um dos sexos nas listas de candidatos”.As
alterações à Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa dos Açores
foram aprovadas no parlamento regional com os votos a favor de BE, PSD,
CDS-PP, PPM, PS, IL e PAN e a abstenção do Chega.A anteproposta de lei seguiu depois para a Assembleia da República, onde foi discutida e votada.A
atual Lei Eleitoral para a ALRAA fixa a representação eleitoral mínima
de cada sexo em 33,3%, enquanto nas eleições para a Assembleia da
República, da Madeira e autarquias aquele critério já é de 40%.Em
junho de 2025, na apresentação do diploma, o deputado regional do BE
António Lima defendeu a necessidade de os invisuais exercerem o direito
de voto “sem depender de terceiros” através da leitura do boletim em
braile, uma proposta que foi acompanhada por todas as bancadas.O
bloquista também salientou a importância de a região adotar o critério
de 40% de paridade que já vigora nas restantes eleições nacionais.A
adoção de 40% de paridade nas listas para as eleições regionais dos
Açores mereceu a concordância dos partidos que intervieram no debate, à
exceção do Chega, que defendeu, pela deputada Olivéria Santos, que a
“igualdade de géneros entre homens e mulheres não pode ser imposta”.O
parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da
bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do
IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.