Parlamento aprova alívio do IRS com redução das taxas proposta pelo PS
13 de jun. de 2024, 07:47
— Lusa/AO Online
Depois
de um conturbado processo de especialidade, o texto final do PS foi
aprovado com os votos cntra do PSD e CDS-PP (partidos que apoiam o
Governo), a abstenção do Chega e os votos a favor dos restantes
partidos.Os socialistas conseguiram fazer
aprovar uma nova tabela do IRS em que as taxas aplicáveis aos diferentes
escalões descem entre 0,25 e 1,5 pontos percentuais face às que
atualmente vigoram – sendo que nos escalões mais baixos esta nova
redução acresce à que já tinha sido realizada no Orçamento do Estado
para 2024 (OE2024).Assim, a taxa dos 1.º e
2º escalões baixa, respetivamente, de 13,25% para 13% e de 18% para
16,5%. Já no 3. escalão há uma redução de 23% para 22% e no 4.º escalão
de 26% para 25%.No 5.º e 6.º escalões cujas taxas atuais são de 32,75% e 37%, as taxas recuam para, respetivamente, 32% e 35,5%.Nos
restantes escalões não há lugar à redução de taxas, contrariando a
proposta inicial do Governo e depois o que defenderam o PSD e o CDS-PP
num texto de substituição. As novas taxas
vão entrar em vigor este ano e o seu impacto chegará também este ano ao
bolso dos trabalhadores e pensionistas uma vez que serão refletidas em
novas tabelas de retenção na fonte do IRS.Entre
as alterações ao IRS hoje aprovadas está também uma proposta do PSD e
do CDS-PP – um texto de substituição após o chumbo da proposta de lei do
Governo - que contempla a criação de um mecanismo de atualização dos
limites dos escalões de rendimento tendo em conta a inflação e o
crescimento da economia, apurado no terceiro trimestre do ano anterior à
entrada em vigor da Lei do Orçamento do Estado.Esta medida teve luz verde com o voto contra do Livre e abstenção do Chega, PCP e BE, tendo os restantes votado a favor.Aprovada
foi ainda a medida que prevê que o Governo vai avaliar a extensão do
alargamento da dedução de encargos com juros de dívidas contraídas no
âmbito de contratos de crédito à habitação e que constava igualmente da
proposta subscrita pela coligação AD.Tal
como já se tinha verificado nas votações na comissão, os deputados
viabilizaram também uma proposta do Bloco de Esquerda que preconiza a
atualização da dedução específica (que está há vários anos 'congelada'
nos 4.104 euros) dos rendimentos de trabalho e pensões à taxa de
atualização do Indexante de Apoios Sociais (IAS).Nas
votações foi também aprovado um reforço do mínimo de
existência, medida que consta do projeto do PS e também do apresentado
pelo PSD e CDS-PP.