Parlamento agenda debate para 20 de fevereiro
Eutanásia
30 de jan. de 2020, 13:21
— Lusa/AO Online
Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE, André Silva, deputado do
partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), e Pedro Delgado Alves,
vice-presidente da bancada do PS, afirmaram acreditar que, desta vez,
seja possível aprovar uma nova lei, ao contrário do que aconteceu há
dois anos. “Pensamos que há uma larga
maioria na Assembleia da República” para aprovar os diplomas, afirmou
Filipe Soares, que confia numa maioria favorável.
André Silva, do PAN, confessou ter “expectativas elevadas” quanto ao
resultado, dado que a maioria que chumbou os diplomas “está em minoria”.
E o socialista Pedro Delgado Alves justificou ser “fundamental retomar”
esta iniciativa e afirmou que, após as legislativas de 2019, hoje “há
uma maioria noutro sentido”, diferente da anterior. No PS, adiantou Delgado Alves, os deputados vão ter liberdade de voto, a exemplo do que aconteceu há dois anos.
À Lusa, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou que não vê
motivos para alterar o seu sentido relativamente a 2018 - contra.
Em 2018, a Assembleia da República debateu projetos de despenalização
da morte medicamente assistida do PS, BE, PAN e Verdes, mas foram todos
chumbados, numa votação nominal dos deputados, um a um, e em que os dois
maiores partidos deram liberdade de voto.Face
ao resultado, os partidos defensores da despenalização remeteram para a
legislatura seguinte, que saiu das legislativas de outubro, a
reapresentação de propostas, o que veio a acontecer.