Parlamento açoriano recomenda ao Governo Regional que preserve utilização pública do Complexo do Lajedo
24 de out. de 2025, 12:08
— Lusa/AO Online
O
PS e o Chega apresentaram, em setembro, dois projetos de resolução no
parlamento açoriano, na cidade da Horta, que foram aprovados por
maioria, com votos a favor de PS, Chega, BE, IL e PAN e contra de PSD,
CDS-PP e PPM.As iniciativas foram
apresentadas na Assembleia legislativa dos Açores depois de ter sido
celebrado em março um protocolo entre a Direção Regional do Desporto e a
Santa Clara Açores - Futebol SAD, para uso exclusivo do complexo
desportivo de Ponta Delgada por cinco anos.A
resolução publicada hoje em Diário da República recomenda ao executivo
regional liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro que
“proceda à imediata revogação do protocolo celebrado com a Santa Clara,
Açores - Futebol, SAD, devendo ser assegurada a gestão pública do
espaço, com utilização prioritária e gratuita pela comunidade escolar,
jovens atletas e clubes com escalões de formação”.No
dia 09 de outubro foi publicada em Diário da República outra resolução
que recomendava ao Governo Regional açoriano que “declare a invalidade
administrativa, com fundamento em ilegalidade, do protocolo de
utilização do Complexo Desportivo do Lajedo, celebrado a 20 de março de
2025 entre a Direção Regional do Desporto e a Santa Clara Açores -
Futebol, S. A. D.”.A publicação
determinava, ainda, que o executivo de coligação garanta que o Complexo
Desportivo do Lajedo “permanece sob gestão pública, assegurando a sua
plena utilização pela comunidade escolar, clubes e associações
desportivas da região”.Após a decisão do
parlamento açoriano, a SAD do Santa Clara emitiu um comunicado onde
classificou de “oportunismo e hipocrisia política” a atitude demonstrada
por alguns deputados regionais na discussão dos dois projetos de
resolução sobre o Complexo Desportivo do Lajedo.Segundo
a SAD, “o complexo do Lajedo não foi objeto de qualquer espécie de
protocolo, mas apenas e tão só o seu campo de futebol”.Salientando
que “respeita a liberdade em todas as suas vertentes, incluindo a da
expressão”, a SAD referiu ainda que aceita que, durante a discussão do
assunto, “dois deputados tenham sido mais incisivos na crítica”, mas
considerou “inaceitável” que nunca tenham procurado o clube para
“conhecer a verdade dos factos”.A SAD do
Santa Clara esclareceu também que o protocolo “permitirá ao Governo
Regional dos Açores (em cinco anos) uma poupança na ordem de
1.250.000,00 euros”.