Parlamento açoriano prorroga apoios à comunicação social privada
28 de jan. de 2021, 17:16
— Lusa/AO Online
Na
agenda da sessão plenária constava uma proposta de alteração ao decreto
legislativo que estabelece o regime jurídico do Programa Regional de
Apoio à Comunicação Social Privada nos Açores – PROMÉDIA 2020, mas o
parlamento acabou por decidir, com caráter de urgência, a prorrogação do
regime vigente, que terminou em dezembro de 2020.A
medida foi aprovada com as abstenções do deputado único da Iniciativa
Liberal, Nuno Barata, e do líder parlamentar do Chega, Carlos Furtado, e
os votos favoráveis do PS, PSD, CDS-PP, PPM, BE e PAN e do deputado do
Chega José Pacheco.Fica, assim, adiada a discussão sobre a nova forma que este apoio terá.O deputado do PSD Joaquim Machado congratulou-se pelo “consenso que foi gerado à volta desta iniciativa”.Também o PS louvou a iniciativa, reconhecendo a urgência de a aprovar, mas defendeu “que é possível ir mais longe”.Nesse
sentido, o deputado Berto Messias avançou que “o PS vai apresentar uma
proposta, que dará entrada a curto prazo, para que seja criado um
programa de apoio extraordinário à comunicação social privada para fazer
face ao prejuízo” originado pela pandemia.O
socialista adiantou que esse apoio irá até 90% do salário mínimo
regional, por trabalhador e por órgão de comunicação social, numa
vigência de seis meses, que pode vir a ser prorrogada.Em
resposta ao anúncio, o social-democrata Joaquim Machado deixou “o
registo de que, na governação, o Partido Socialista foi uma coisa e que,
na oposição, pelo menos em termos de generosidade, está a ser outra”.“Isso
não significa que vamos fechar a porta ou que vamos rejeitar a proposta
do Partido Socialista com qualquer preconceito de vir de um partido que
não os que suportam este Governo”, ressalvou o deputado do PSD.Antes
disso, já o deputado do Chega José Pacheco, que votou favoravelmente a
proposta, tinha apontado para a necessidade de “nova legislação”,
referindo que acha “estranho que o Partido Socialista agora é que fale
disto, porque a pandemia começou há quase um ano e só agora é que se
está a lembrar que é preciso um apoio extraordinário”.Já
o liberal Nuno Barata, que se absteve, afirmou que “não sendo
propriamente um adepto do financiamento público da comunicação social, e
vivendo preocupado com esta omnipresença do Estado na vida das pessoas,
que torna perniciosa a própria governação (…)”, entende “que o maior
inimigo dos órgãos de comunicação social é, precisamente, não ter um
quadro regulador do seu financiamento”.A
discussão valeu também uma troca de argumentos entre o liberal, que
voltou a defender a extinção do Gabinete de Apoio à Comunicação Social
(GACS) do executivo, e o monárquico Paulo Estêvão, que Barata acusou de
ser “defensor do Governo”.Estêvão lembrou
que, “como se sabe, a extinção do Gabinete de Apoio à Comunicação Social
está prevista no programa do Governo” e garantiu que “é isso que vai
ser feito e vai ser feito em fevereiro”.